O mercado livre de energia elétrica registrou forte crescimento em 2021, no Brasil. Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), esse mercado cresceu 32,8% em 2021, faturando um total de R$ 162 bilhões, frente aos R$ 122 bilhões negociados em 2020.
Em 2022, o crescimento do mercado livre de energia continuou forte em razão dos contínuos aumentos ocorridos no mercado regulado. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo de energia elétrica segue crescendo no Brasil. Na primeira quinzena de abril a alta foi de 2,2%.
Dados preliminares do Boletim InfoMercado Quinzenal da CCEE apontam que, no total , o país demandou 65.362 megawatts médios do Sistema Interligado Nacional (SIN) nas duas primeiras semanas de abril.
Em razão de maiores temperaturas no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, além da retomada das atividades do setor de serviços, o mercado livre de energia e o mercado regulado registraram aumentos no período.
Entenda o mercado livre de energia
O mercado livre fornece, através do Ambiente de Contratação Livre (ACL), eletricidade para indústrias e grandes empresas como shoppings centers e redes de varejo. Esse mercado teve uma alta de 4% na comparação anual. Já o mercado regulado, no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), que atende pequenas ou médias empresas e as residências, registrou um avanço de 1,3%.
No mercado livre de energia o consumidor negocia diretamente com comercializadores ou geradores em negociações bilaterais. Esse mercado apresenta um custo 27% menor que o do mercado regulado.
Em 2021, o mercado livre de energia respondeu por 34% de toda a eletricidade consumida no Brasil. Em 2020, esse percentual foi de 32%.
Consumo por atividade econômica
Segundo o monitoramento feito pela CCEE, quando comparado ao mesmo período no ano passado e desconsiderando a migração de cargas, as maiores altas na primeira quinzena de abril de 2022 ocorreram nos setores de serviços, com 22% de crescimento; no de bebidas, com aumento de 17%; e no de transporte, com alta de 9%.
Consumo regional
O destaque regional ficou para o Rio de Janeiro que teve uma alta de 18%. Mato Groso (16%) e Rondônia (15%) ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Na prévia de abril feita pela CCEE, entre os Estados que apresentaram maior desaceleração na demanda por energia elétrica estão Rio Grande do Sul, Pará, Paraná e Amazonas.
Energia renovável
De acordo com o relatório da Abraceel, “em 2021, 48% da produção elétrica oriunda de fontes renováveis – eólicas, solares, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas – foram absorvidas no ambiente livre. Essa parcela já foi de 42% em 2020 e de 41% em 2019. No ano passado, o mercado livre foi destino de 74% da energia gerada por usinas a biomassa, 57% de PCHs, 38% de eólicas e 19% de solar”.
Esse crescimento ocorre porque o Ambiente de Contratação Livre está funcionando como vetor do desenvolvimento de energias de fontes renováveis, impulsionando a transição energética e a economia de baixo carbono.






