A dívida pública federal atingiu R$ 5,781 trilhões em agosto, resultado que é 0,40% menor com o obtido em julho. Já o Relatório Mensal da Dívida Pública (DPMFI) encerrou agosto em R$ 5,535 trilhões, uma queda de 0,42% frente a julho.
Os dados foram publicados nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional. O órgão informou ainda que a participação dos estrangeiros na DPMFI registrou uma redução para 8,84% no mês pesquisado. Enquanto isso, a parte prefixada da dívida pública federal cresceu para 27,06%; e a parcela corrigida pela inflação caiu para 29,28%. Já a parte relativa à correção pela Selic subiu para 39,16%. Por fim, a parcela atrelada ao câmbio sofreu uma elevação para 4,50%.
Dívida pública federal: impacto dos juros é de R$ 33,6 bi
Ainda de acordo com o Tesouro Nacional, o impacto dos juros na dívida pública federal de agosto nos juros é de R$ 33,6 bilhões – mês em que a taxa Selic foi mantida em 13,75% ao mês pelo Comitê de Política Monetária (Copom), devendo permanecer assim por um bom tempo.
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Sobre os resgates efetuado, o Tesouro reportou um montante de R$ 56,62 bilhões no mês. O relatório mostrou ainda que a parcela da dívida a vencer pelos próximos 12 meses caiu para 21,92% do total da dívida.
Por fim, o prazo médio da dívida subiu para 3,96 anos e o custo médio em 12 meses caiu para 10,63%. A reserva de liquidez, por sua vez, recuou 2,69% em agosto sobre julho, para R$ 1,146 trilhão.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luís Felipe Vital, disse que o colchão de liquidez do Tesouro é suficiente para aguentar os próximos 10,24 meses em diante. Além disso, com a perspectiva da melhoria dos dados fiscais, podem ocorrer mais fluxos de estrangeiros.
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