O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 48,9 bilhões em junho, contra o superávit de R$ 14,4 bilhões no mesmo período de 2022, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta sexta-feira (28). A dívida pública bruta do Brasil representa 73,6% do Produto Interno Bruto (PIB), em R$ 7,6 trilhões, no mesmo patamar de maio.
Economistas consultados pela agência de notícias Reuters projetavam um rombo de R$ 42,7 bilhões. A pesquisa do Projeções Broadcast estimava uma mediana deficitária de R$ 44,4 bilhões.
MONEY WEEK: APRENDA A INVESTIR COM OS MELHORES
O dado representa o pior desempenho das contas consolidadas para o mês de junho desde 2021, quando o déficit foi de R$ 65,5 bilhões, segundo a série histórica iniciada em dezembro de 2001. O resultado primário reflete a diferença entre receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública.
Houve déficits de R$ 46,5 bilhões no governo central, de R$ 927 milhões nos governos regionais e de R$ 1,5 bilhão nas empresas estatais.
Resultado do setor público consolidado
Nos doze meses encerrados em junho, o setor público consolidado registrou déficit de R$ 24,3 bilhões, equivalente a 0,24% do PIB, ante superávit de R$ 39,0 bilhões (0,38% do PIB) nos doze meses acumulados até maio.
O montante dos juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somou R$ 40,7 bilhões em junho de 2023, comparados a R$ 98,2 bilhões em junho de 2022. O resultado das operações de swap cambial (ganho de R$ 20,5 bilhões em junho de 2023 e a perda de R$ 39,9 bilhões em junho de 2022) contribuíram para o resultado.
No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$ 638,1 bilhões (6,18% do PIB) em junho de 2023, em relação a R$ 588,6 bilhões (6,29% do PIB) nos doze meses até junho de 2022.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 89,6 bilhões em junho. Em doze meses, o déficit nominal acumulado alcançou R$ 662,4 bilhões (6,42% do PIB), com alta de 0,03 ponto percentual do PIB em relação ao déficit acumulado até maio.