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Diesel mais caro com novas alíquotas do ICMS pressiona transporte público e de cargas

Diesel mais caro com novas alíquotas do ICMS pressiona transporte público e de cargas

Combustível mais caro eleva custos do transporte, mas análise aponta impacto limitado para fabricantes

O diesel mais caro, resultado do aumento das alíquotas do ICMS em vigor desde 1º de janeiro, já começa a pressionar os custos do transporte público e do setor de cargas no Brasil. O reajuste do imposto, de R$ 0,05 por litro, deve elevar o preço do combustível em cerca de 1%, segundo estimativas do mercado, afetando diretamente a operação do transporte rodoviário.

No transporte coletivo, o impacto é relevante porque o diesel representa o segundo maior custo operacional dos ônibus, atrás apenas da mão de obra. Empresas do setor acompanham os efeitos do aumento, especialmente porque os modelos tarifários adotados na maioria das cidades são baseados nos custos do ano anterior.

Dessa forma, as tarifas e subsídios atualmente em vigor ainda não refletem os novos valores projetados para 2026, o que pode gerar perdas financeiras e reforçar a necessidade de ajustes tarifários.

Alguns estados já estudam medidas para reduzir os efeitos do aumento do imposto. Um dos exemplos é a Paraíba, que anunciou a isenção do ICMS sobre o diesel utilizado no transporte público.

Em contrapartida, o estado exigirá, a partir de 2026, a renovação mínima da frota, com índices de 7% para serviços urbanos e 10% para serviços metropolitanos. A iniciativa busca aliviar os custos operacionais e estimular a modernização dos veículos.

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Diesel mais caro também afeta fretes e logística

O diesel mais caro também impacta diretamente o transporte de cargas. A expectativa do setor é de que o aumento do custo do combustível seja repassado gradualmente às tarifas de frete, pressionando a cadeia logística e os custos de distribuição em todo o país.

Apesar do cenário de custos mais elevados, analistas avaliam que os efeitos sobre a indústria de veículos pesados devem ser limitados.

Em relatório recente, a Ágora Investimentos classificou o aumento do ICMS como um fator negativo, mas com impacto relativamente contido para empresas como Randoncorp, Tupy e Marcopolo. Segundo a instituição, embora o diesel mais caro eleve o custo do transporte rodoviário, não há expectativa de impacto material nos mercados de ônibus ou caminhões.

A leitura do mercado é sustentada pelo elevado envelhecimento da frota brasileira, que continua impulsionando investimentos em renovação. Mesmo diante da pressão adicional nos custos operacionais, a demanda por novos veículos deve permanecer aquecida, apoiada por necessidades operacionais, exigências ambientais e programas de modernização do transporte.