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Desemprego cai para 5,4% e reduz 0,4 ponto percentual

Desemprego cai para 5,4% e reduz 0,4 ponto percentual

Taxa de subutilização recuou de 14,3% para 12,9%, com contingente de subutilizados caindo 10,1% em relação ao trimestre anterior

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, queda de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, quando estava em 6,1%, informou o IBGE nesta quinta-feira (30).

O resultado ficou no piso das estimativas do mercado — as projeções variavam de 5,3% a 5,6%, com mediana em 5,4%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando a taxa estava em 5,8%, a redução foi de 0,4 ponto percentual.

A população desocupada somou 5,9 milhões de pessoas no período, queda de 10,9% em relação ao primeiro trimestre — uma redução de 718 mil pessoas — e recuo de 6,3% na comparação anual, equivalente a menos 392 mil desocupados.

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Mercado de trabalho em expansão

A população ocupada atingiu 103,1 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2026, avanço de 1,1% em relação ao trimestre anterior — um acréscimo de 1,081 milhão de trabalhadores. Em relação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 0,7%, representando 742 mil postos a mais no mercado de trabalho.

O nível de ocupação — percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — atingiu 58,8%, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Os setores que mais contribuíram para o crescimento da ocupação foram Transporte, armazenagem e correio, com alta de 3,9% sequencial e mais 235 mil trabalhadores, e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, com avanço de 2,6% e mais 489 mil pessoas.

Subutilização cai ao menor patamar em anos

A taxa composta de subutilização da força de trabalho — que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e desalentados — recuou de 14,3% para 12,9% no segundo trimestre de 2026, queda de 1,4 ponto percentual sequencial e de 1,5 ponto percentual na comparação anual, quando estava em 14,4%.

O contingente total de subutilizados caiu para 14,7 milhões de pessoas, redução de 10,1% em relação ao primeiro trimestre — menos 1,642 milhão de pessoas — e de 11% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando havia 16,5 milhões de subutilizados.

A população desalentada também recuou de forma expressiva: foram 2,3 milhões de pessoas, queda de 14,7% sequencial e de 17% anual, com o percentual de desalentados caindo para 2,1% da força de trabalho.

Rendimentos crescem em ritmo moderado

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738 no segundo trimestre de 2026, estável em relação ao primeiro trimestre, mas com crescimento de 2,8% na comparação anual. A massa de rendimento real habitual somou R$ 380,3 bilhões, também estável sequencialmente, mas com alta de 3,6% anual — acréscimo de R$ 13,2 bilhões em relação ao mesmo período de 2025.

Entre os grupamentos com melhora de rendimento na comparação anual, destacam-se Outros serviços (alta de 7,5%, ou mais R$ 211), Transporte, armazenagem e correio (alta de 4,3%, ou mais R$ 142) e Serviços domésticos (alta de 4%, ou mais R$ 55).

No entanto, o grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais registrou queda de 2,8% sequencial no rendimento médio, equivalente a menos R$ 145 por trabalhador — movimento que pode refletir a mudança na composição dos postos gerados no setor.