A demanda por ouro nos Estados Unidos registrou em 2025 um dos movimentos mais marcantes da década — e os ETFs foram o epicentro dessa virada. Segundo análise da World Gold Council, publicada nesta quinta-feira (29), a procura por ouro disparou para 679 toneladas, impulsionada quase exclusivamente pelos investidores financeiros. O destaque, porém, ficou com os ETFs, cuja demanda, conforme informações do mercado, cresceu mais de 1.000% na comparação com 2024, colocando o segmento no centro da reconfiguração do mercado.
No relatório oficial, a consultoria destaca que “a demanda por ouro nos EUA subiu 140% ano a ano para 679t em 2025” e que o movimento foi “impulsionado quase inteiramente pelo investimento em ETFs”.
Os produtos lastreados em ouro listados nos EUA captaram 437 toneladas, elevando as reservas totais do segmento para um recorde de 2.019 toneladas, equivalentes a US$ 280 bilhões em ativos sob gestão.
Demanda anual e trimestral de ouro nos EUA por setor, em toneladas

A World Gold Council descreve 2025 como “um ano definidor para o investimento em ouro nos EUA”, no qual a demanda explosiva dos ETFs compensou a fraqueza generalizada de segmentos sensíveis ao preço, como joias, barras e moedas.
Para os analistas, três fatores explicam o comportamento dos investidores: risco geopolítico elevado, expectativa de queda dos juros americanos e o enfraquecimento do dólar ao longo do ano.
O preço da onça também desempenhou papel central. O ouro registrou 53 novas máximas históricas em 2025, com média de US$ 4.135 no quarto trimestre, alta de 55% em relação ao ano anterior. A escalada reforçou o apelo do metal como proteção e estimulou o fluxo para ETFs, vistos como uma forma eficiente e líquida de exposição. Agora, o ouro já supera os US$ 5.000 e analistas já esperam o patamar de US$ 6.000 ainda em 2026.
Mesmo segmentos tradicionais de investimento físico — como barras e moedas — recuaram, embora a World Gold Council ressalte que o valor movimentado permaneceu sólido devido ao alto preço do metal. Joias e tecnologia também mostraram enfraquecimento, refletindo o impacto direto do ouro caro sobre a demanda do consumidor.
Com a conjunção de volatilidade global e expectativas de política monetária mais branda, a instituição prevê que 2026 poderá manter o ritmo robusto de entrada em ETFs. Para o mercado americano, 2025 já entrou para a história como o ano em que o ouro financeiro superou o ouro físico — e por larga margem.
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