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Ouro: risco de bolha nos preços dispara ao máximo

Ouro: risco de bolha nos preços dispara ao máximo

A volatilidade implícita do ouro está aumentando à medida que o ele se torna mais especulativo

O risco de formação de uma bolha nos preços do ouro está elevado, aponta um indicador do Bank of America. Segundo um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (27), o nível do BRI (BofA Bubble Risk Indicator) está em 1, em uma escala de zero a 1.

“Inspirado na forma como os quatro primeiros momentos descrevem uma distribuição estatística, o BRI resume os retornos, a volatilidade, o momentum e a fragilidade de um ativo em uma única leitura em uma escala de risco de bolha”, explica o documento.

Segundo o BofA, os metais preciosos como prata e ouro, juntamente com o índice Kospi da Coreia do Sul, continuam a apresentar movimentos de preço semelhantes a bolhas, enquanto as ações americanas e as gigantes de tecnologia ainda demonstram uma instabilidade moderada.

Indicador de risco de bolha do BofA (em 23/01/2026) em índices de ações globais, setores de ações dos EUA, commodities e criptomoedas (barras: intervalo de subindicadores de curto a longo prazo)

Fonte: BofA Global Research. Dados entre 2 a Jan-26. Tickers: SPX, NDX, RTY, SX5E, SX7E, CAC, DAX, UKX, NKY, HSCEI, KOSPI2, NIFTY, MXWD, IXB, IXCPR, IXE, IXM, IXI, IXT, IXR, IXRE, IXU, IXV, IXY, BM7P, BCOM, CO1, XAU, XAG, HG1, XBTUSD, XETUSD. 

O que fazer?

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Embora as condições de riscos crescentes em ambas as caudas da curva de volatilidade, alimentados pela incerteza e pela desvalorização do dólar, justifiquem a manutenção de uma exposição assimétrica ao ouro, a flexibilidade tem um custo.

“A volatilidade implícita do ouro está aumentando à medida que o ele se torna mais especulativo, e a assimetria das opções de compra permanece invertida”, descrevem os analistas do BofA.

A saída neste cenário seria a criação de estruturas de opções baseadas em spreads que podem fornecer assimetria, mitigando o alto prêmio das opções compradas.

“Especificamente, gostamos de aproveitar a acentuada assimetria das opções de compra para substituir posições compradas em ouro por spreads de opções de compra do ouro com vencimento em março de 2026, que podem proteger contra uma correção e, ao mesmo tempo, proporcionar um retorno máximo de 6x em caso de alta”, sugerem.

Dólar a US$ 6 mil?

Analistas já trabalham com a hipótese de que o ouro possa alcançar US$ 6.000 por onça até o fim do ano, patamar que, para alguns, ainda pode se revelar conservador diante do cenário macroeconômico global e da forte entrada de capital financeiro no mercado.

A marca de US$ 5.000 estava no radar de grandes instituições financeiras apenas para o encerramento do ano. O time de research do Société Générale, por exemplo, projetava o metal nesse nível apenas no final de 2026 e agora o vê a US$ 6 mil, com as chances de essa ser uma projeção conservadora. O avanço antecipado indica que as forças que sustentam o preço do ouro se intensificaram de forma mais rápida do que o esperado.

Mesmo com a disparada, o posicionamento dos fundos de hedge não é considerado excessivo em termos históricos. No entanto, o valor nocional das posições atingiu um recorde de US$ 78 bilhões, o maior já registrado, superando o pico observado em setembro de 2025. O dado mostra que a exposição financeira ao ouro nunca foi tão elevada.

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