A Petrobras (PETR4) sinalizou que pode aumentar os preços da gasolina nas refinarias caso avance no Congresso a proposta de redução de PIS/Cofins. A ideia é que o corte de impostos abra espaço para reajustes sem impacto direto relevante ao consumidor, permitindo à companhia recompor preços e reduzir a defasagem em relação ao mercado internacional.
Na prática, isso significa que o alívio tributário pode não ser totalmente percebido nas bombas. Parte desse espaço tende a ser absorvida pela própria Petrobras e por importadores, movimento alinhado às referências de paridade acompanhadas pela Abicom.
Petrobras e o impacto financeiro da medida
Analistas da Ágora Investimentos afirmam que, se a Petrobras capturar integralmente o corte estimado em cerca de R$ 0,68 por litro, “o impacto potencial no EBITDA anual seria da ordem de US$ 3 bilhões, indicando ganho relevante de rentabilidade”.
Na mesma linha, o Bradesco BBI avalia que “a medida pode facilitar a convergência dos preços domésticos à paridade internacional, reduzindo pressões sobre a política de preços sem provocar um aumento imediato ao consumidor final”.
Em síntese, embora o corte de impostos sugira um possível alívio no preço dos combustíveis, a estratégia da Petrobras pode direcionar esse espaço para recompor margens, o que limita os efeitos práticos de redução para o consumidor.






