Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Índices de confiança do comércio e dos serviços têm queda em janeiro

Índices de confiança do comércio e dos serviços têm queda em janeiro

Os índices que medem a confiança do comércio e do setor de serviços iniciam o ano em queda. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) caiu 0,4 ponto em janeiro, ao passar de 85,3 para 84,9 pontos. Este é considerado o menor nível desde abril de 2021, quando atingiu 84,1 pontos. Em médias móveis trimestrais o indicador recuou 3,1 pontos, a quinta queda consecutiva.

A exemplo do ICOM, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) também caiu. Este registrou recuo de 4,3 pontos em janeiro, para 91,2 pontos. É o menor nível deste maio de 2021 (88,1 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice também recuou, desta vez, 2,6 pontos.

De acordo com o levantamento, com relação ao ICOM, em janeiro houve recuo em três dos seis principais segmentos do setor.

Essa retração no mês foi resultado da piora da percepção sobre o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 3,5 pontos chegando a 80,5 pontos. Sendo o menor valor desde março de 2021 (75,9 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,7 pontos, ao passar de 87,3 pontos para 90,0 pontos.

Publicidade
Publicidade

Confiança do comércio: perspectivas para o ano são boas

Rodolpho Tobler, economista do IbreFGV, aponta que as perspectivas para os próximos meses melhoram, embora ainda seja cedo cedo para comemorar, considerando o patamar abaixo do nível neutro do índice.

“A inflação elevada, renda média do trabalhador em baixa, confiança dos consumidores em queda e juros em alta, parecem ser fatores que pressionaram a confiança do comércio nesse nível mais baixo”, disse ele.

De acordo com o economista, para voltar ao caminho de recuperação da confiança, será preciso sinais positivos nos fatores mencionados, além da continuidade do controle da pandemia.

confiança

Confiança de Serviços começa ano com queda

Sobre a confiança dos serviços, de acordo com Rodolpho Tobler, este inicia 2022 com uma nova queda, sendo a mais intensa desde março de 2021, período da segunda onda de Covid-19.

“O resultado negativo desse mês parece refletir a desaceleração que já vinha sendo sinalizada nos últimos meses, mas com o acréscimo da nova onda da pandemia”, avaliou ele.

confiança

Alerta para os próximos meses

Além do cenário macroeconômico ainda difícil e da cautela dos consumidores, a volta de algumas medidas restritivas já impacta a atividade do setor e liga o sinal de alerta sobre o ritmo dos próximos meses.

“Enquanto esses fatores persistirem vai ser difícil observar o retorno da tendência positiva da confiança no setor de serviços”, completou.

A queda do ICS no primeiro mês do ano foi resultado da piora na avaliação das empresas sobre a situação atual e das perspectivas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 3,1 pontos, para 89,4 pontos, menor nível desde junho de 2021 (88,7 pontos). O Índice de Expectativas (IE-S) recuou 5,5 pontos, para 93,2 pontos, menor nível desde maio de 2021 (92,4 pontos).

Confiança de serviços prestados influi no resultado

O resultado negativo em janeiro foi disseminado entre seis dos sete principais segmentos do setor, com destaque para os serviços prestados às famílias. No final de 2021, o segmento contribuiu positivamente para a recuperação do setor, atingindo nível de confiança acima do resultado agregado.

Contudo, a queda nos serviços prestados às famílias se mostra mais intensa nesse mês com o surto de Ômicron e Influenza, fazendo com que a confiança retorne a patamar inferior aos demais segmentos, de acordo com a FGV.

“Esse resultado reflete a piora dos casos da pandemia e a volta de algumas medidas restritivas, como adiamento de alguns feriados. Essas medidas acabam afetando de maneira mais intensa as empresas desse, como já ocorreu em ondas anteriores da pandemia”, completa Tobler.