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Como um tenista amador venceu gigantes do tênis mundial e mudou sua trajetória?

Como um tenista amador venceu gigantes do tênis mundial e mudou sua trajetória?

Australiano Jordan Smith derrota estrelas do circuito profissional em torneio de ponto único e conquista prêmio milionário diante de um público lotado

O tenista amador Jordan Smith viveu uma noite improvável e histórica ao conquistar o título do 1 Point Slam, disputado na Rod Laver Arena, em Melbourne. Aos 29 anos, o australiano derrotou nomes consagrados como Jannik Sinner e Amanda Anisimova e saiu do torneio com um prêmio milionário de 1 milhão de dólares australianos, além de garantir uma bonificação extra para o clube que representa.

O evento reuniu 48 participantes entre profissionais, ex-jogadores e atletas amadores, todos submetidos a um formato incomum: cada confronto era decidido em apenas um ponto. Nesse cenário de alta pressão, o tenista amador mostrou frieza, leitura de jogo e aproveitou as regras diferenciadas para construir uma campanha surpreendente.

Além da premiação principal, o campeão ainda assegurou 50 mil dólares australianos para o clube de origem, reforçando o impacto esportivo e social do resultado. Smith chegou ao torneio após vencer a seletiva estadual de Nova Gales do Sul, o que torna a conquista ainda mais simbólica.

Vitórias contra estrelas do circuito profissional

A trajetória de Jordan Smith no 1 Point Slam começou com vitórias sobre o compatriota Bailey Smith e a brasileira Laura Pigossi. Em seguida, o tenista amador enfrentou Jannik Sinner, número 2 do mundo, que acabou errando o saque no ponto decisivo. A diferença nas regras foi determinante: profissionais tinham direito a apenas um saque, enquanto amadores podiam sacar duas vezes.

Nas quartas de final, Smith eliminou Amanda Anisimova após a norte-americana errar a devolução. O australiano também sobreviveu a um rali intenso de 22 trocas de bola contra o espanhol Pedro Martinez, mostrando resistência e controle emocional, mesmo diante de adversários mais experientes no circuito profissional.

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Na final, o título veio após superar a taiwanesa Joanna Garland, consolidando a campanha perfeita do tenista amador em um torneio marcado pelo imprevisível.

Uma carreira construída longe dos holofotes

Jordan Smith joga tênis desde os três anos de idade e foi treinado pelo próprio pai durante a infância. No circuito juvenil, conquistou títulos nacionais de simples e duplas e chegou a enfrentar jogadores que hoje figuram entre os melhores do mundo, como Cameron Norrie e Alexander Zverev.

Entre 2017 e 2023, Smith atuou profissionalmente em torneios da ITF, alcançando o ranking máximo de 1.141 da ATP. Apesar de não ter se consolidado no circuito principal, o tenista amador manteve vínculo com o esporte, competindo em níveis regionais e universitários.

A vitória no 1 Point Slam mostra como trajetórias alternativas também podem gerar resultados expressivos, especialmente em formatos que valorizam adaptação, estratégia e controle emocional.

Evento descontraído e outras surpresas

O torneio também registrou outras zebras. O tenista amador Alec Reverente venceu Félix Auger-Aliassime e levou para casa um carro oferecido pela patrocinadora do Australian Open. Já o francês Corentin Moutet foi eliminado pelo experiente técnico argentino Andrés Schneiter.

Com clima leve e proposta inovadora, o evento contou ainda com estrelas como Carlos Alcaraz, Iga Swiatek, Coco Gauff, Naomi Osaka e Nick Kyrgios. A vice-campeã Garland, por exemplo, chegou a vencer pontos contra Kyrgios e Zverev ao longo da competição.

Mais do que um espetáculo, o torneio mostrou que o tênis também pode abrir espaço para histórias improváveis e dar visibilidade ao talento de um tenista amador preparado para aproveitar sua grande chance.

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