A China está restringindo as exportações de dois metais que são essenciais para a fabricação de eletrônicos e semicondutores: germânio e gálio. A medida surge em meio a uma batalha tecnológica com os Estados Unidos e países europeus, que vêm dificultando o acesso chinês aos chips.
Os dois metais estarão sujeitos a controles de exportação a partir de 1º de agosto “para proteger a segurança e os interesses nacionais”, disse o Ministério do Comércio da China em comunicado.
China e EUA travam uma disputa em torno da hegemonia tecnológica em áreas como inteligência artificial (IA), computação quântica e tecnologias de energia limpa.
O que são germânio e gálio?
Germânio e gálio são metais que não são encontrados naturalmente. Em vez disso, eles são formados, geralmente como um subproduto das refinarias de outros metais.
O germânio, um metal branco prateado, é formado como subproduto da produção de zinco. Outro metal macio e prateado, o gálio, por sua vez, é um subproduto do processamento de minérios de bauxita e zinco.
Para que servem o germânio e o gálio?
O germânio tem vários usos, inclusive na produção de painéis solares e em fibra ótica. O metal pode ser empregado em aplicações militares, como óculos de visão noturna.
O gálio é usado para fabricar o composto químico arsenieto de gálio, que pode fazer chips de radiofrequência para telefones celulares e comunicação via satélite. Esse composto também é um material chave em semicondutores.
Retaliação chinesa
Um editorial publicado na segunda-feira no jornal estatal “China Daily” deu a entender que a nova política de Pequim era uma retaliação por movimentos semelhantes de Washington e seus aliados.
A decisão da China de restringir exportação de metais acontece às vésperas de uma visita da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, a Pequim, de 6 a 9 de julho.
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