O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 0,1% em agosto, em relação ao mesmo período do ano passado, após cair 0,3% em julho, também na base anual. O resultado, divulgado nesta segunda-feira (11), veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta de 0,2%. A pesquisa foi divulgada pelo escritório de estatísticas chinês, conhecido como NBS.
O índice de preços de inflação ao produtor (PPI) teve uma deflação menos acentuada, segundo dados oficiais divulgados no fim de semana, com uma queda anual de 3% em agosto. O dado veio menor do que o recuo de 4,4% em julho.
O consenso de especialistas consultados pelo WSJ era de recuo de 2,9% em agosto.
Em relação a julho, o CPI chinês registrou alta de 0,3% em agosto, enquanto o PPI mostrou ganho de 0,2%.
BTG critica pessimismo exagerado sobre a China
“Agora está na moda ser pessimista em relação à China“. Essa é a frase que inicia o relatório “A desconexão” do BTG Pactual (BPAC11), ao analisar o cenário das commodities.
Os analistas Leonardo Correa, Caio Greiner e Bruno Lima entendem que não existem justificativas plausíveis para a quantidade de manchetes e reportagens negativas acerca da China. Embora reconheçam que a economia chinesa enfrenta uma série de desafios que resultaram em medidas por parte de Pequim para tentar reverter o atual momento econômico.
“Entretanto, parece-nos haver uma clara desconexão com os mercados físicos de matérias-primas, sugerindo um ambiente muito mais normalizado ou apertado do que a narrativa indica“, afirma o relatório.
Com os preços afetados pelo pessimismo, o BTG aconselha os investidores a construírem lentamente uma tese de exposição à China, com destaque para a Vale (VALE3) e a Suzano (SUZB3).






