Durante evento em Washington nesta quarta-feira (17), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fez um alerta sobre os riscos que podem afetar a política monetária do país, especialmente relacionados à âncora fiscal.
Ele destacou que a credibilidade na âncora fiscal é crucial, pois sua perda pode encarecer a âncora monetária.
Campos Neto abordou a recente revisão fiscal promovida pelo governo, mencionando que normalmente, em situações como essa, os prêmios de risco dos ativos tendem a aumentar. No entanto, ele expressou esperança de que isso não ocorra, observando que a revisão foi em linha com as expectativas do mercado.
Apesar de afirmar que não há uma relação mecânica entre política fiscal e monetária, Campos Neto destacou a importância de observar o impacto nas variáveis dos modelos econômicos até o próximo Comitê de Política Monetária (Copom).
Além disso, o presidente do BC avaliou que as questões globais têm exercido um impacto maior sobre os ativos locais do que os riscos domésticos relacionados à questão fiscal. Ele enfatizou que, recentemente, as incertezas têm sido mais relacionadas à reprecificação das questões globais.
Roberto Campos Neto: BC não vai agir em relação ao câmbio
Em relação ao câmbio, o presidente do BC descartou a possibilidade de intervenção, afirmando que o Banco Central não reagirá à reprecificação do prêmio de risco com intervenções no mercado cambial, pois não deseja interferir e permitir um ataque especulativo.
Houve uma reação nos mercados financeiros após as declarações de Campos Neto, com os juros futuros para janeiro de 2025 e janeiro de 2026 testando máximas, enquanto o dólar zerava as quedas e era cotado a R$ 5,2713.






