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BTG (BPAC11) recomenda compra para CBA (CBAV3) após 4TRI21

BTG (BPAC11) recomenda compra para CBA (CBAV3) após 4TRI21

O BTG Pactual (BPAC11) analisou o quarto trimestre da CBA Alumínio (CBAV3) e de acordo com o banco de investimentos, a empresa que atua no setor de

O BTG Pactual (BPAC11) analisou o quarto trimestre da CBA Alumínio (CBAV3) e de acordo com o banco de investimentos,  a empresa que atua no setor de mineração obteve bons resultados. O BTG mantém recomendação de compra para ações, no preço-alvo de R$ 19.

O ebitda da companhia contabilizou R$ 501 milhões e este resultado representa o crescimento de 60% no t/t e 200% no a/a. O bom momento da CBA está relacionado ao Opex/t mais baixo, o que garantiu uma maior expansão para a companhia em seu segmento.

Sobre os obstáculos, o BTG destacou dificuldades nos hedges estratégicos da empresa que impactaram a CBA em – R$ 281 milhões em seu ebitda. Este cenário adverso deve se estender até maio, onde é prevista uma redução de aproximadamente 25% dos volumes.

“Os preços do alumínio estão em alta, com o spot atualmente em US$ 3.400/t, cerca de 20% acima da média do 4T”, informou trecho do relatório.

BTG (BPAC11): melhorias nos embarques

A CBA registrou queda de – 2% t/t em seus embarques, porém estes números foram 3% maiores ao ano e estão alinhados com as estimativas da instituição financeira. Também houve crescimento de 3% ao ano em produtos downstream e o primário expandiu 4% a/a, isto é, com produções de valor agregado.

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Os prêmios de downstream contabilizaram o valor de US$ 1.430/t com queda de – 3% t/t, o que superou as expectativas da instituição financeira e está de acordo com os benchmarks globais com um mix de menor valor agregado.

A empresa ainda registrou a ampliação no custo caixa da unidade de alumínio, onde a CBA anotou o percentual de 20% t/t. Este momento da companhia está atrelado a menor venda de alumina, que ocasionou o aumento nos preços de coque com o acréscimo de 120% ao ano.

Bom fluxo de caixa

A CBA obteve um bom fluxo de caixa no período e computou o montante de R$ 390 milhões. O seu dividend yield anualizado foi de 14%.  Os obstáculos da empresa foram os hedges estratégicos, que representaram um prejuízo de – R$ 280mm na geração de fluxo de caixa. Sobre o capital de giro, a CBA sofreu impacto positivo de R$ 220 mm devido a monetização de créditos tributários.

“Se fôssemos ajustar esses 2 efeitos, a geração (normalizada) de fluxo de caixa teria atingido R$ 450 milhões no trimestre, para um yield anualizado de 16% – sólido e em grande parte em linha com nossas expectativas para 2022”, destacou trecho da análise do BTG.

Destaque para o valuation

O quarto trimestre da CBA representou a solidez da companhia que conseguiu manter os seus custos em linha e buscou a modernização com com fontes renováveis de energia em seu trabalho. Este cenário promissor contribuiu para  o crescimento da CBA,  já que existe a tendência de descarbonização global.

É prevista a expansão no desempenho operacional da companhia ao longo dos próximos trimestres e segundo o BTG, este cenário pode representar a valorização das ações, que estão negociadas em 3,3x EV/Ebitda.