Com atraso de mais de um mês, em razão da greve dos servidores do Banco Central (BC), o órgão finalmente divulgou o resultado das contas externas do país em fevereiro. O déficit foi de US$ 2,4 bilhões, menor que os US$ 4,0 bilhões do mesmo período em 2021.
O déficit menor ocorreu porque a balança comercial de bens registrou um superávit de US$ 3,5 bilhões em fevereiro de 2022. Isso resultou da diferença entre exportações, que totalizaram US$ 23,7 bilhões no mesmo período e das importações, que somaram US$ 20,2 bilhões, altas de 43,6% e 19,8%, respectivamente, em comparação a fevereiro de 2021.
Já a conta de serviços apresentou déficit de US$ 1,8 bilhão em fevereiro de 2022. Com aumento de 25,5% do saldo negativo em relação ao mesmo mês do ano passado. As transações correntes tiveram déficit de US$ 26,1 bilhões no acumulado de 12 meses, o que corresponde a 1,59% do PIB, frente aos US$ 27,7 bilhões (1,71% do PIB) do mês anterior e US$ 21,0 bilhões (1,49%) em fevereiro de 2021.
Após uma compensação parcial das elevações de US$ 1,9 bilhão no déficit em renda primária e de US$361 milhões no déficit em serviços, o Banco Central apontou que houve um aumento de US$3,9 bilhões no saldo da balança comercial de bens.
Investimentos diretos no país
Os investimentos diretos no país somaram US$ 11,8 bilhões, o melhor desempenho desde janeiro de 2017. Em fevereiro de 2021, esse número foi de US$ 8,8 bilhões.
Já os investimentos em carteira no mercado domésticos totalizaram entradas líquidas de US$ 1,8 bilhão em fevereiro de 2022, segundo o Banco Central.
O número é resultado da entrada de US$ 4,8 bilhões em ações e fundos de investimento e as saídas de US$ 3,0 bilhões em títulos da dívida.
Reservas internacionais
Segundo o Banco Central, as reservas internacionais totalizaram US$ 357,7 bilhões no período.






