O Banco Central (BC) “briga” por autonomia administrativa e orçamentária, e quer virar corporação financeira para, desta forma, robustecer suas operações, bem como combater o esvaziamento profissional.
Acontece que apesar de ser uma instituição pública, o que confere certa estabilidade às pessoas, o BC vem sendo atacado por autoridades políticas e, isso atrelado aos salários praticados, que não são necessariamente baixos.
Para tentar salvar a instituição, o president Roberto Campos Neto, e demais diretores, faz campanha por reajuste de salário e abertura de concurso público para, assim, repor o quadro de pessoal.
Levantamento do Valor Econômico aponta que a solução mais fácil seria simplesmente atender às reivindicações. O melhor, porém, é resolver o problema estrutural: conceder autonomia administrativa e orçamentária ao BC, e aprovar uma ampla reforma administrativa para todo o funcionalismo.
BC “briga” por autonomia
Desta forma, segundo o jornalão, o BC foi ao Tribunal de Contas da União (TCU) e entregou um esboço do modelo da autonomia administrativa, que tornaria a autoridade monetária uma “corporação financeira”, seguindo um dos modelos recomendados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Também traz que para ter autonomia administrativa, seria preciso mudar a Constituição para acabar com a sua subordinação ao Orçamento Geral da União.
E acrescenta que o esvaziamento do BC é resultado de décadas de descaso.
Vale lembrar que no BC o salário médio dos analistas foi de R$ 26,8 mil em 2022, mas a diferença de ganhos entre o início e o final da carreira é mínimo, de cerca de R$ 7 mil.
Funcionários
Conforme o periódico, havia 3.391 funcionários ativos ao fim de 2021, dos quais 310 poderiam se aposentar. Em média, 18 funcionários pedem demissão por ano para trabalhar em outros lugares. Se o quadro estivesse completo, deveria haver 6.470 funcionários. Desde 2013 não são realizados concursos.
Além disso, para reajustar salários ou contratar pessoal o BC precisa de autorização da área econômica do governo. Tem um lado democrático, porque o BC compete com os demais órgãos pelos recursos do Orçamento. Mas, por outro lado, isso significa que o Banco Central não é autônomo do governo, na prática.
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