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Amazon: funcionários fazem petição contra retorno ao presencial

Amazon: funcionários fazem petição contra retorno ao presencial

Sem hesitar, mais de 500 funcionários da Amazon (AMZN; AMZO34) fizeram uma carta ao CEO da Amazon Web Services (AWS), Matt Garman, solicitando que o executivo reconsiderasse suas declarações e sua postura em relação à política de retorno ao presencial.

No último mês, em uma reunião geral, Garman defendeu a nova política de trabalho 100% presencial anunciada em setembro pelo CEO da Amazon, Andy Jassy e que entra em vigor em janeiro de 2025. Garman sugeriu que os funcionários que não quiserem trabalhar no escritório cinco dias por semana podem pedir para sair da companhia e buscar novas oportunidades.

“Como funcionários da AWS e da Amazon, que trabalham incansavelmente todos os dias para inovar e atender nossos clientes, ficamos indignados ao ouvir a justificativa sem embasamento em dados que você deu para impor uma obrigação de cinco dias no escritório na Reunião Global da AWS, em 17 de outubro”, começa a carta dos funcionários.

“Ao impor rigidamente uma cultura de cinco dias no escritório e dizer aos funcionários que não podem ou não querem contribuir para a missão da empresa dessa maneira específica que ‘existem outras empresas por aí’, você está silenciando perspectivas críticas e prejudicando nossa cultura e nosso futuro”, continua o memorando, obtido pelo Business Insider.

O retorno ao presencial vai ser 100%?

De acordo com Garmam, a maioria dos funcionários com quem conversou apoia a liderança da companhia e alegou que o atual modelo hibrido, de apenas três dias no escritório, não tem funcionado. “Queremos realmente inovar em produtos interessantes, eu ainda não vi a capacidade de fazer isso sem estarmos presencialmente”, disse.

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A carta foi assinada por 523 funcionários (sendo 172 deles identificados com nome), segundo Garman são “inconsistentes com as experiências de muitos funcionários”.

Trabalho remoto atrapalha resultados da empresa?

A Amazon divulgou na última semana seu balanço trimestral com um aumento de 11% na receita, impulsionado pelo crescimento de sua área de computação em nuvem. A receita da AWS subiu 19%, chegando a US$ 27,5 bilhões, uma alta significativa em comparação ao avanço de 12% no mesmo período de 2023.

Segundo informações da Forbes, Andy Jassy apontou que o retorno ao presencial seria uma oportunidade para aumentar a colaboração e alavancar a inovação. O CEO disse ainda que sua experiencia nos últimos 15 meses trabalhando no escritório reforça sua convicção sobre as vantagens do modelo tradicional.

“Quando olhamos para os últimos cinco anos, continuamos acreditando que as vantagens de estarmos juntos no escritório são significativas”, escreveu Jassy em uma postagem no blog da empresa. “Observamos que é mais fácil para nossos colegas aprender, praticar e fortalecer nossa cultura; colaborar, fazer brainstorm e inventar é mais simples e eficaz; ensinar e aprender uns com os outros é mais fluido; e as equipes tendem a estar melhor conectadas umas com as outras.”

Entretanto, a mudança chegou com opositores imediatos entre os colaboradores, que já buscam novas oportunidades no mercado de trabalho.

Os signatários da carta argumentam que essa obrigatoriedade impacta diversos grupos de funcionários, como pais que trabalham e possuem filhos pequenos, além de cuidadores. Esses funcionários também apontam que a nova politica gera desafios para neurodivergentes e com deficiências ou transtornos. Os colaboradores com vistos de trabalho estão vulneráveis pois precisam cumprir as regras ou podem acabar voltando para suas casas ao sair do emprego.

De acordo com Margaret Callahan, a porta-voz da Amazon, em email, a companhia oferece benefícios para transportes financiado ou reembolsado, fretado, subsidio para caronas, desesperar com bicicletas, cuidado com idosos e pet sitters, além de assinaturas com cuidadores confiáveis.

Amazon pode puxar empresas para retorno ao presencial?

A taxa de trabalho presencial em grandes empresas de tecnologia subiu de 5% no segundo trimestre de 2024 para 7%, após um período de queda. No início do ano passado, 13% das empresas exigiam presença diária no escritório.

Poucas companhias exigem que os funcionários trabalhem presencialmente todos os dias, como a Tesla e a NCR. A maioria, como a Apple, Meta e Amazon, pede de dois a três dias de trabalho no escritório por semana.

A discussão sobre modelos de trabalho voltou a ganhar espaço nos ambientes corporativos, e a nova política da Amazon ainda pode influenciar outras empresas.

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