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DY: Aprenda o que é e como calcular o Dividend Yield

DY: Aprenda o que é e como calcular o Dividend Yield

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

21 Ago 2021 às 18:00 · Última atualização: 14 Ago 2022 · 12 min leitura

Redação EuQueroInvestir

21 Ago 2021 às 18:00 · 12 min leitura
Última atualização: 14 Ago 2022

dividends

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O Dividend Yield (DY) é um indicador importante para quem investe no mercado financeiro. Por isso, você deve saber o que ele significa e como é calculado. 

Todo investidor que mira ter renda passiva na bolsa se depara com esse indicador. Então, vamos entendê-lo!

O que é DY?

O Dividend Yield é uma das formas de medir o desempenho de uma empresa de capital aberto. Em português, o nome seria  equivalente a “Rendimento de Dividendos”.

Para simplificar, ele mede o desempenho da empresa de acordo com os dividendos pagos aos seus acionistas. O DY mostra qual é a relação entre os dividendos distribuídos e o preço atual da ação.

Quanto maior for a distribuição de dividendos, mais elevado será o percentual de DY. Para quem quer comprar ações de empresas boas pagadoras de dividendos, um DY elevado é um ótimo sinal.

Estamos falando aqui de dividendos de empresas, mas vale dizer que o DY também pode ser usado para avaliar outros ativos que distribuem proventos. 

Um exemplo são os fundos de investimentos imobiliários. A diferença é que nos FII a distribuição de lucros costuma ser chamada de rendimentos, e sua distribuição geralmente é mensal. 

Dividendos são uma parte do lucro

Antes de mais nada, é preciso entender que valorização do preço da ação não é a única forma de ganhar dinheiro no mercado acionário. 

Muitas pessoas ganham também com a distribuição periódica dos lucros, que é chamada de distribuição de dividendos. 

Este é o foco principalmente dos investidores de longo prazo, que ficam com o papel durante um tempo maior. Existem até pessoas que conseguem viver dos dividendos que recebem.

Para ter uma ideia, a maioria das empresas paga 25% do lucro do exercício como dividendo obrigatório. Os detalhes sobre a política de distribuição são descritos no Estatuto Social de cada companhia.

Vale destacar que a distribuição é feita de acordo com o número de ações que o investidor possui. Quanto maior a quantidade de ações, maior a parcela dos dividendos a ser recebida.

No entanto, vale lembrar que surpresas podem ocorrer. 

Por exemplo, quando uma crise muito grave ocorre — como a do coronavírus — as empresas podem revisar suas políticas para proteger seu caixa, suspendendo ou adiando o pagamento.

Como o DY é calculado?

Apesar do nome ser complicado, o DY é fácil de calcular. 

Em primeiro lugar, você deve saber qual foi o valor dos dividendos pagos nos últimos 12 meses e também o preço atual da ação da companhia que está sendo avaliada.

Em seguida, você deve dividir o valor dos dividendos pagos por ação pelo valor unitário de uma ação, e multiplicar este resultado por 100. 

Agora vamos dar um exemplo fictício, para você compreender melhor.

Suponha que um investidor tenha ações da Vale (VALE3) e que a empresa pagou R$ 1,00 de proventos por cada ação durante o ano.

Imagine que o preço da ação fosse R$ 50,00. Neste exemplo, o DY seria de 2%.

R$ 1,00 dividido por R$ 50,00 = 0,02 x 100 = 2%

Isso significa que cada ação teve um retorno de 2% em dividendos da Vale neste intervalo de tempo. 

Como analisar os DY?

Antes de comprar uma ação, é importante que o investidor observe qual é o DY e escolha aquela que oferece valores mais altos.

No entanto, é importante destacar que alguns fatores podem distorcer o DY.

Por exemplo, quanto o preço da ação estiver muito depreciado. Neste caso, o DY pode parecer maior do que é. 

Em contrapartida, o pagamento de dividendos extraordinários também pode influenciar o DY.

Para não cometer enganos, o segredo é não usar a informação sobre o DY isoladamente, mas em conjunto com outros dados sobre a empresa. A rentabilidade e as margens também são fundamentais.

Onde posso conseguir os dados?

A melhor forma de obter informações sobre os dividendos distribuídos é na área de Relação com Investidores do site da companhia. 

Vale destacar que não existe um valor ideal para o DY de uma empresa. O que importa é ficar sempre atento aos indicadores apresentados pela organização em seus relatórios trimestrais.

Eles são de divulgação obrigatória para toda empresa listada em bolsa. Em outras palavras, uma distribuição elevada nem sempre é um indicador de boa saúde financeira. 

Da mesma forma, a distribuição reduzida nem sempre significa que há problemas com a empresa.

Quais os investimentos pagam dividendos?

Algumas empresas são consideradas melhores pagadoras que outras. Isso se deve ao estágio de vida em que elas se encontram. 

De maneira simplificada, as empresas já consolidadas no mercado pagam os melhores dividendos.

Já as empresas que estão em fase inicial de crescimento não costumam pagar bons dividendos. Isso acontece, pois os lucros acabam sendo reinvestidos na expansão do próprio negócio. 

Outra questão a ser considerada é que algumas companhias aumentam os valores da distribuição de seus lucros ao longo do tempo. 

Essa jornada pode ser acelerada de um ano para outro. Seja como for, a decisão sobre o pagamento precisa ficar clara para os investidores. 

Dividendos de BDRs: como funcionam?

Os Brazilian Depositary Receipts são títulos que representam ações de empresas estrangeiras. Porém são negociados aqui no Brasil, em reais, na B3. 

Quando um investidor adquire um BDR, passa a ter uma ação ou parte de uma ação de uma companhia estrangeira. 

Dessa forma, possui alguns direitos de sócios, entre eles o recebimento de dividendos, se isso fizer parte da política da empresa lá fora.

No entanto, esse investimento está sujeito às leis brasileiras para todos os fins, inclusive no que diz respeito à tributação dos rendimentos.

Dividendos das Big Techs

É importante que o investidor saiba que é comum no mercado norte-americano que as empresas com os maiores valores de mercado não distribuam dividendos. 

É o caso das big techs (gigantes da tecnologia), como Google, Netflix, Meta (ex-Facebook), Amazon, entre outras.

Recebendo os dividendos de BDRs

Em relação ao recebimento dos dividendos de BDRs, funciona da mesma forma dos dividendos de ações ou fundos de investimentos imobiliários (FIIs)

O investidor recebe os valores direto em sua conta assim que a companhia faz a distribuição dos lucros, e esse recebimento é em reais. 

Não é preciso se preocupar em fechar o câmbio, pois isso é feito pela própria instituição financeira que emitiu os BDRs.

Sobre os dividendos de BDRs, incide IOF sobre o câmbio de conversão da moeda, taxas da custodiante lá fora (de 3% a 5% do valor dos dividendos).

Tributação dos dividendos de BDRs

Diferentemente das ações e FIIs, incide Imposto de Renda sobre os dividendos de BDRs.

Dessa forma, sempre que receber esses dividendos, precisará pagar o tributo por meio do Carnê-Leão.

O IR deverá ser apurado e pago até o último dia útil do mês seguinte ao do recebimento dos dividendos. Em relação às alíquotas, é aplicada a tabela progressiva, conforme segue:

Base de cálculoAlíquota
Até R$ 1.903,98Isento
De R$ 1.903,99 a R$ 2.826,657,5%
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%
Acima de R$ 4.664,6827,5%

BDRS: acordos de não-bitributação e de reciprocidade

A “não-bitributação” significa que, se o imposto incidir na origem dos recursos, não incidirá no destino (e vice-versa).

Já quando falamos de reciprocidade, significa que o investidor poderá compensar o percentual retido fora do país. Do valor apurado a ser pago no Carnê Leão, dá para compensar os 30% que o fisco norte-americano reteve.

Países que fazem parte do acordo de  “não-bitributação” 

De acordo com a Receita Federal, atualmente, o Brasil possui acordo de “não-bitributação” com 34 países. Alguns países são:

  • África do Sul;
  • Argentina;
  • Áustria;
  • Bélgica;
  • Canadá;
  • Chile;
  • China;
  • Coreia do Sul;
  • Dinamarca;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Equador;
  • Espanha;
  • Filipinas;
  • Finlândia;
  • França;
  • Holanda;
  • Hungria;
  • Índia;
  • Israel;
  • Itália;
  • Japão;
  • Luxemburgo;
  • México;
  • Noruega;
  • Peru;
  • Portugal;
  • República Eslovaca;
  • República Tcheca;
  • Rússia;
  • Suécia;
  • Trinidad e Tobago;
  • Turquia;
  • Ucrânia;
  • Venezuela.

A relação da Receita Federal contempla apenas os acordos de não-bitributação, não os de reciprocidade. 

Nesse sentido, países como EUA, Reino Unido e Alemanha, por exemplo, estão fora da lista, mas têm acordo de reciprocidade com o governo brasileiro. 

Como montar a melhor carteira de dividendos?

Algumas dicas são: 

  • Cálculo do Dividend Yield: que mede a rentabilidade dos dividendos em relação ao preço das ações;
  • Projeção do Dividend Payout: a porcentagem do lucro que será pago aos investidores no período;
  • Analisar o histórico de pagamento de dividendos da empresa;
  • Escolher empresas com boa geração de caixa: as companhias já consolidadas costumam ser boas pagadoras de dividendos, pois não precisam desembolsar grandes quantidades de dinheiro para realizar seus investimentos;
  • Diversificação de investimentos: o ideal é escolher entre cinco e oito ativos de empresas de diversos setores, mas que tenham um bom histórico de pagadoras. 

Por que investir com foco em dividendos é interessante?

Os dividendos são livres de tributação. Essa é uma das grandes vantagens desta modalidade de remuneração. 

No entanto, a possibilidade de mudar este quadro dentro da reforma tributária com uma cobrança de imposto na casa de 20%, pode acontecer. Contudo, a tributação dos dividendos ainda não tem data para sair do papel.

A probabilidade é que avanços em reformas no País ocorram em ano não-eleitorais. 

Quais os riscos de apostar somente dividendos?

Os riscos de apostar nos dividendos estão atrelados às variações do mercado de ações. Isso significa que as expectativas do investidor pode não ser concretizada.

Por isso, especialistas não indicam colocar todo o capital na renda variável. É preciso balancear a carteira com outros ativos como os de renda fixa, como títulos do Tesouro e CDB, por exemplo.

Setores que pagam bons dividendos

Louise Barsi, filha do investidor Luiz Barsi dá uma dica para encontrar as ações que mais pagam dividendos. Para isso, ela usa a sigla “BEST”, que significa:

  • B: bancos;
  • E: energia;
  • S: saneamento e seguros e
  • T: telecomunicações.

De acordo com a investidora, o principal motivo de escolha desses setores é que eles são considerados como essenciais. 

É claro que, mesmo em setores essenciais, existem empresas não tão boas. No entanto, esses setores são menos prejudicados quando a economia não está indo bem. 

Por isso, as chances de que essas empresas distribuam mais lucros acaba sendo normalmente maior.

Formas de distribuição de resultados

As empresas fazem a distribuição de seus lucros de diferentes formas, conforme veremos a seguir:

Pagamento em dinheiro

Quando paga dividendos em dinheiro, a empresa define o valor que o investidor receberá por cada ação. O dinheiro vai direto para a conta do investidor de forma proporcional à quantidade de ações que ele possui.

Pagamento em novas ações

Outra forma de receber os lucros da empresa é por meio de novas ações. O investidor recebe um determinado número de ações da companhia, de acordo com o percentual que possui.

Direito de subscrição

O direito de subscrição é uma vantagem concedida pela empresa aos atuais acionistas quando ela emite novas ações. 

Esse mecanismo existe para que a participação do acionista não seja diluída com a entrada de novos investidores. Dessa forma, o investidor mais antigo consegue manter o percentual quando os lucros forem distribuídos.

Além das ações, o direito de subscrição também vale para os fundos imobiliários (FIIs).

Recebendo os dividendos

Esse é o momento que todo acionista espera, que é o crédito dos recursos na sua conta.

Vamos entender agora como funciona. A primeira coisa a entender é que a periodicidade de pagamento das empresas não possui uma regra fixa, pois quem define isso é a própria companhia em seu estatuto.

Além disso, há dois conceitos que o investidor precisa conhecer em relação às datas dos dividendos, que são Data-Com e Data-Ex.

 A Data-Com é o prazo para que o investidor compre e mantenha as ações da empresa, caso deseje receber os dividendos relativos àquele ano.

Porém, se ele adquirir as ações depois desse prazo, não terá direito aos referidos dividendos. 

Nesse caso, chamamos o período de Data-Ex, ou seja, é quando as ações passam a ser negociadas sem dar direito aos dividendos do período.

Como montar uma carteira de dividendos?

A primeira coisa a fazer é abrir conta em uma corretora. Na EQI Investimentos, a equipe oferece assessoria para a escolha das melhores ações que pagam dividendos.

  • Interessado em montar uma estratégia utilizando Dividend Yield? Preencha esse formulário. Converse com um assessor da EQI Investimentos! 
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