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Davos: Fórum Econômico Mundial debate guerra na Ucrânia, inflação e clima

Davos: Fórum Econômico Mundial debate guerra na Ucrânia, inflação e clima

Redação EuQueroInvestir

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23 Mai 2022 às 13:12 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

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23 Mai 2022 às 13:12 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Davos: o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, discurso de forma remota na abertura do Fórum Econômico Mundial

O Fórum Econômico Mundial abriu oficialmente suas atividades nesta segunda-feira (23), em Davos, na Suíça, com um discurso remoto do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, uma prova de que a invasão de seu país pela Rússia tem status relevante no evento que reúne a elite econômica mundial.

Realizado tradicionalmente no começo do ano, o Fórum de Davos foi cancelado em 2021 por causa da pandemia de covid-19 – chegou a ser adiado para agosto, mas depois acabou definitivamente desmarcado. O deste ano ficou para maio depois de, no começo do ano, a variante ômicron ameaçar uma nova onda de contágios.

A guerra no Leste Europeu é tema relevante no encontro porque pressiona cadeias logísticas e de suprimentos mundo afora – já impactadas anteriormente pela pandemia – e desestabiliza os preços dos combustíveis, ampliando o cenário de inflação, outro assunto de importância fundamental entre os debatedores.

O impacto da covid-19 sobre a população mundial e as mudanças climáticas estão também na pauta do encontro – tanto que os EUA enviaram seu principal assessor presidencial para o assunto, o ex-senador democrata John Kerry. O Brasil terá como representantes principais os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Saúde, Marcelo Queiroga. O presidente Jair Bolsonaro não vai ao encontro.

Zelenski pede mais sanções à Rússia

Em seu discurso, o presidente da Ucrânia pediu aos participantes que pressionem governos e empresas de seus países a redobrar as sanções contra a Rússia como forma de evitar um agravamento do conflito, que completa três meses nesta terça-feira (24).

“Não deixem que a Rússia pense que não haverá reação. Suspendam os negócios com petróleo russo. Bloqueiem todos os bancos russos. Cortem todo o comércio com a Rússia. Temos que criar esse precedente”, defendeu Volodimir Zelenski.

A Rússia é um dos principais produtores mundiais de petróleo e também de gás natural, responsável por suprir boa parte do consumo europeu de energia. Por isso, os produtos ainda não entraram na lista de sanções já em vigor.

Zelenski ofereceu incentivos a empresas multinacionais que deixarem a Rússia para se instalar na Ucrânia e propôs que governos e empresas assumam o patrocínio da reconstrução de cidades ou setores econômicos de seu país, que, só nestes primeiros três meses de batalhas, já sofreu danos de infraestrutura calculados em US$ 30 bilhões.

Antes da fala do presidente ucraniano, a Suíça anunciou que organizará em julho uma conferência para discutir a reconstrução da Ucrânia. A Rússia foi excluída dos debates em Davos.

Paulo Guedes com agenda bilateral

A agenda do ministro Paulo Guedes em Davos não se restringirá aos eventos oficiais do Fórum. Ele também deve participar de eventos bilaterais e de encontros com representantes da inciativa privada.

Nesta segunda, por exemplo, ele se reúne com o co-presidente da empresa General Atlantic, Martín Escobari, às 14h (horário de Brasília), e, em seguida, participa de jantar “BTG – World Economic Forum 2022”.

Segundo a pasta, Guedes está focado em encontros para “tratar de crescimento sustentável e de parcerias econômicas com a Ásia e o Pacífico, e na América Latina”.

Presenças ilustres em Davos

O chanceler alemão Olaf Scholz fará sua primeira participação em Davos desde que assumiu o cargo no lugar de Angela Merkel, que por anos foi uma das estrelas do evento.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, também estão entre as figuras de destaque do Fórum Econômico Mundial.

O criador do evento, o acadêmico alemão Olaf Schwab, reiterou antes do evento sua preocupação com as questões climáticas, dizendo que “o mundo está ansioso” por soluções para evitar o aquecimento do planeta e seu impacto na vida e na economia.

Schwab também espera propostas para reduzir a desigualdade entre ricos e pobres, intensificada nos últimos dois anos por causa da pandemia e de seu impacto social. Segundo ele, “a economia global está desequilibrada. Estes assuntos, assim como a crise alimentar, devem ser abordados em Davos, porque precisam de atenção imediata”, concluiu.

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