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Daniel Goldberg, um advogado que virou referência no mercado financeiro

Daniel Goldberg, um advogado que virou referência no mercado financeiro

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

28 Nov 2021 às 19:02 · Última atualização: 09 Jun 2022 · 4 min leitura

Redação EuQueroInvestir

28 Nov 2021 às 19:02 · 4 min leitura
Última atualização: 09 Jun 2022

Daniel Goldberg

Nem todo bom gestor sonhava em ser referência no mercado financeiro quando criança ou adolescente. Esse é o caso de Daniel Goldberg, da Farallon Latin America.

Se hoje ele é reconhecido como um dos responsáveis pelo enorme sucesso da empresa, na qual ocupa o cargo de sócio-diretor, no início da vida profissional a estrada a seguir quase foi diferente. Saiba mais sobre a história de Daniel Goldberg até sua chegada a Farrallon Latin America.

O começo

Goldberg nasceu em 1976 e, com 22 anos, se formou em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). O diploma de bacharel e a formação como advogado, no entanto, só serviram para enfeitar a parede do quarto, por assim dizer. A paixão de Daniel era mesmo o mercado financeiro.

Para não dizer que a formação não serviu para nada, vamos fazer justiça (com o perdão do trocadilho). O bacharelado foi o responsável por Daniel Goldberg exercer o cargo de Secretário de Direito Econômico no Ministério da Justiça entre 2003 e 2007.

De lá, no entanto, o diploma ficou engavetado, e a história do gestor que hoje é responsável pela Fallaron Latin America mudou de rumo. Antes de falar disso, no entanto, vale dizer que a carreira acadêmica do especialista em mercado financeiro tem ainda também um doutorado em Filosofia e Direito Econômico pela própria USP e uma extensão na área do direito pela Harvard Law School. Nada mal, né?

Enfim, o mercado financeiro

A caminhada no mercado financeiro teve início em 2007, ano em que assumiu o posto de chefe de investimentos da Morgan Stanley no Brasil. Antes de deixar a instituição em 2011, chegou a ocupar o cargo de presidente da Morgan Stanley no País.

Depois desta experiência, iniciou a caminhada com as próprias pernas, criando a FKG Capital, empresa especializada em gerir fundos de hedge. Foi nessa época que teve início o relacionamento que acabaria em casamento com a Fallaron Capital.

A empresa comprou 25% da FKG e, dois anos depois, adquiriu a porcentagem restante. Nessa segunda rodada de negociações, Daniel Goldberg se tornou um dos sócios da gestora na América Latina.

Goldberg dá “aula” sobre a bolsa no Brasil

O gestor comentou, em entrevista recente para o Money Times, o porquê, em sua visão, as bolsas ao redor do mundo batem recordes positivos e, no Brasil, o Ibovespa insiste em patinar.

De acordo com o ex-presidente do Morgan Stanley no País, a culpa é da política fiscal brasileira. Ele comentou que o Brasil “dá trabalho, mas tem coisas interessantes para se fazer”.

“Sou como um patologista. Invisto em disfuncionalidades. Neste aspecto, o Brasil é um dos três mercados mais interessantes do mundo para se investir hoje. Não tem um outro país que respeite a regra da lei, transparente e que tenha escala, tão bagunçado como o Brasil, e que atenda a estas três condições”.

Daniel Goldberg e Farallon: o casamento perfeito

O valor da venda da FKG não é conhecido pelo mercado, mas certamente impulsionou os negócios da empresa, que hoje tem mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 110 bilhões) sob sua gestão.

O portfólio criado com a junção da FKG e da Farallon ampliou o leque englobando aportes em três empresas no Brasil e cinco no Peru, além de ações de empresas listadas em bolsas, como é o caso da Copa Airlines, do Panamá.

E a chave do sucesso de Daniel Goldberg, caso alguém esteja se perguntando, pode ser resumido em uma única palavra: risco.
Segundo o próprio gestor da Farallon, ele busca investimentos em locais considerados perigosos por outros gestores. Para Daniel, isso pode ser classificado como “investimento exótico”.

Bons exemplos estão em empresas de mídia, energia e mineração que fazem parte da carteira do gestor, que também faz parte do quadro de diretores do Nubank. Foi sem medo de perder que ele trocou o Direito pelo mercado financeiro. E parece ter acertado nessa arriscada decisão, não acham?

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