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Crise na Ucrânia: Biden anuncia primeiras sanções à Rússia

Crise na Ucrânia: Biden anuncia primeiras sanções à Rússia

Redação EuQueroInvestir

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22 Fev 2022 às 21:46 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

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22 Fev 2022 às 21:46 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Biden; crise na ucrânia

Foto: Flickr

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (22), as primeiras sanções contra a Rússia, um dia após o presidente do país, Vladimir Putin, reconhecer como independentes duas regiões no leste da Ucrânia que fazem fronteira com os russos. Segundo Biden entre as sanções estão mudanças na forma de financiamento que a Rússia faz ao mercado internacional.

Segundo a CNBC, o presidente norte-americano informou que as sanções atingem o banco estatal russo VEB. Instituições norte-americanas ficarão proibidas em realizar transações com o VEB, usando dólares. Além disso, também ameaçou medidas duras contra a dívida soberana do país europeu.

Além disso, Biden também informou que a decisão de Putin representa uma clara violação do direito internacional. E acrescentou que não pretende guerra. No entanto, ameaçou com mais sanções se a Rússia insistir em uma eventual invasão.

“Ele não pode mais levantar dinheiro do Ocidente e não pode negociar sua nova dívida em nossos mercados, ou mercados europeus também”, afirmou Biden, de acordo com a CNBC.

Crise na Ucrânia: como ficou o mercado

Os mercados vinham em queda ao longo de todo o dia, desde o aprofundamento da crise na véspera. Nos Estados Unidos, os principais índices de Nova York caíram. O Dow Jones caiu 1,42%, aos 33.596,80 pontos; S&P500 registrou retração de 1,02%, aos 4.304,69. Já a Nasdaq, registrou variação negativa de 1,23%, aos 13.381,52.

Mais cedo, antes do discurso de Biden, as principais bolsas da Europa também caíram, com exceção do Reino Unido, que fechou em alta de 0,17%. Já a bolsa de Frankfurt, na Alemanha, recuou 0,31%. Paris caiu 0,01%; a e Stoxx 600 recuou 0,03%.

Complicações para o Fed

Não só a bolsa fica afetada com o aprofundamento da crise. O Federal Reserve (Fed), pode sofrer consequências também, segundo a CNBC. As perspectivas para o aumento das taxas após março podem ficar menos claras se a Rússia continuar sua incursão na Ucrânia.

Isto ocorre porque a crise comprometeu o preço do petróleo e, por consequência, da gasolina. A fonte energética responde por uma participação de 70% da matriz energética americana.

Economistas disseram, de acordo com o portal norte-americano, que o petróleo elevado pode, por outro lado, impulsionar a política do Fed. Isto porque se torna um catalisador para a inflação do país. E se ocorrer uma invasão em grande escala, a pressão sobre os preços podem ser maiores do que já são.

Entenda a crise

A questão da crise da Ucrânia é geopolítica e diz respeito também ao encolhimento dos EUA como maior potência econômica e militar do planeta. Ou seja, Rússia e China se mexem para ocupar os espaços que o Tio Sam vai abrindo mão.

Outro ponto que explica toda essa situação está ligada diretamente à China que, ao que tudo indica, será a principal potência econômica e militar do planeta em poucas décadas.

Os cinco países mais ricos do mundo, segundo ranking do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado em 2021 e com base no Produto Interno Bruto (PIB), são EUA, China, Japão, Alemanha, e Reino Unido. O primeiro registrou PIB de US$ 20,9 trilhões no ano passado, enquanto o segundo marcou US$ 14,7 trilhões.

Voltando a Hong Kong, o governo russo diz que Putin e Xi apresentarão uma declaração após o encontro sobre a “visão conjunta” que os dois países têm na área de segurança internacional e que vários acordos devem ser assinados durante a visita, inclusive um para o setor estratégico do gás.

Acontece que os EUA ameaçam a Rússia com sanções econômicas, caso esta invada a Ucrânia, sendo uma delas o cancelamento por parte da União Europeia do abastecimento de gás vendido por Putin.

Porém, se a China se comprometer a comprar o gás — e o país de Xi Jinping tem potencial para consumir toda a produção russa, ou boa parte dela, acabará ajudando a equilibrar as contas de Putin e diminuindo ou até eliminando a dependência dos europeus.

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