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Construção de riqueza: o que está ajudando e o que está atrapalhando nos seus objetivos?

Construção de riqueza: o que está ajudando e o que está atrapalhando nos seus objetivos?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

14 Fev 2022 às 16:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 13 min leitura

Redação EuQueroInvestir

14 Fev 2022 às 16:00 · 13 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Riqueza

Construir riqueza, acumular patrimônio e realizar objetivos pode parecer ser um sonho distante para alguns, porém é uma realidade para outros. 

Mas, quais são os fatores capazes de distanciar tanto esses dois pontos de vista? 

Por que algumas pessoas conseguem ter sucesso financeiro e outras passam a vida sem grandes ganhos?

Existem muitos comportamentos que ajudam na construção de riquezas. Já outros, atrasam essas conquistas. 

Mas, a boa notícia é que quem quer começar agora mesmo a mudar sua realidade pode começar a trilhar um caminho rumo a este objetivo. 

Basta ouvir as orientações de quem mais entende do assunto.

Para te ajudar, trouxemos aqui algumas dicas de especialistas em finanças e educadores financeiros. 

Saiba agora, de uma vez por todas, o que está te ajudando e atrapalhando na sua jornada de construção de riquezas. 

Falta de educação financeira: isto está te atrapalhando!

De acordo com André Bona, educador financeiro e parceiro do BTG Pactual (BPAC11), em um país ainda em desenvolvimento, como o Brasil, é comum que a população, de uma forma geral, não entenda sobre educação financeira e, muitas vezes, sequer saiba como administrar seu dinheiro. 

“Pesquisas demonstram que as pessoas não sabem lidar com as adversidades para poderem ser bem sucedidas financeiramente. Tudo por conta da falta de educação financeira, que ajudaria qualquer um a compreender quesitos fundamentais de economia e de investimentos para lidar corretamente com o dinheiro”, observa.

“O brasileiro não é ensinado a administrar suas finanças, seja na escola ou no seio da família. Isso acaba trazendo prejuízos imensuráveis, principalmente na vida adulta”, adverte.

Mas, o educador aponta que com um pouco de empenho e estudo, no entanto, qualquer um pode acumular riquezas. O segredo é aprender a tomar ações mais conscientes. 

“Uma pessoa bem educada financeiramente controla seu dinheiro, age de forma bem pensada, compra somente o necessário e raramente fecha o mês no vermelho”, completa Bona.

Como começar a acumular riqueza?

De acordo com André Bona, acumular riqueza pode ser entendido como um processo de três etapas: 

  1. Ganhar dinheiro;
  2. Economizá-lo;
  3. Investi-lo.

“Investir é a melhor maneira de acumular patrimônio e garantir uma boa estabilidade, principalmente quando for mais velho. Se você se preocupa com seu futuro, comece já a se organizar para garantir que os próximos anos sejam prósperos”, recomenda. E para tirar de letra o passo a passo do acúmulo de riqueza, Bona dá 6 recomendações importantes:

  1. Aprenda a economizar
    “Saiba dizer não para suas vontades e desejos consumistas. Não é necessário privar-se de alguns prazeres para poder economizar. Estabeleça prioridades, veja o que é mais importante, o que pode ser cortado e o que pode ser feito para economizar”.
  2. Não faça dívidas
    “Parcelar as compras no cartão de crédito dá uma falsa sensação de que temos um maior poder aquisitivo. Para quem não é organizado, no entanto, pode tornar-se um grande problema.
    Por isso, tente ao máximo comprar somente o que for necessário. O objetivo é fazer o dinheiro render para multiplicá-lo”.
  3. Faça um planejamento financeiro
    “Se você tiver uma família, fazer um planejamento em conjunto pode ser de muita valia para ajudar todos a contribuírem para o bem estar financeiro.
    Anote todas as entradas e saídas, tanto suas quanto de outros integrantes da família que vivem com você. Assim, fica mais fácil analisar para onde o dinheiro está indo e tomar atitudes para gastá-lo melhor e cortar os excessos”.
  4. Não pare nunca de aprender
    “Nunca pare de aprender sobre investimentos, negócios e empreendedorismo. Leia livros, faça cursos e aprenda com grandes nomes do mercado de investimentos e negócios”.
  5. Trace metas e objetivos
    Todo mundo precisa traçar metas de curto, médio e longo prazo. Até porque, quem não planeja metas, não tem motivos para economizar, certo? Pense também no seu bem estar, principalmente futuro e leve em consideração o que a família anseia”.
  6. Aumente seus ativos
    “Multiplicar seus ativos, ou seja, ter mais de uma fonte de renda pode facilitar muito o processo de investir mais para ter mais lucro. Veja o que sabe fazer e pense em como aumentar o dinheiro que entra todo mês na sua conta”.

Como fazer seu dinheiro trabalhar para você?

O educador financeiro conclui que aprender a investir melhor o seu dinheiro e tomar boas decisões de investimentos, de acordo com seu planejamento pessoal, é a única maneira de fazer seu dinheiro trabalhar para você e de conquistar todos os seus objetivos financeiros.

“Acumular dinheiro e fazê-lo gerar rendimentos pode parecer impossível no início, mas com tempo e aprendizado, essa prática fica cada vez mais natural. 

Contudo, devemos nos educar financeiramente para que isso seja feito de forma correta e eficiente”, completa Bona.

Por que algumas famílias constroem riquezas, enquanto outras trabalham apenas para pagar dívidas e boletos?

Para Gustavo Cerbasi, educador financeiro, existem alguns fatores de enriquecimento, que muitos podem confundir com ‘sorte’, mas que, segundo ele, não têm nada a ver com isso.  

“Quanto maior for o seu patrimônio, mais fácil será multiplicá-lo. A mágica dos juros compostos explica essa realidade”.

Mas, como é possível chegar até este patamar em que o dinheiro pode gerar cada vez mais riquezas?

“As famílias que sabem construir riqueza e lidar bem com ela, geralmente, têm foco bem diferente daquelas que veem esse processo como um mero aumento de patrimônio”, ele observa. 

Cerbasi continua: “Mas, é claro que isso não é automático. Talvez, até conquistarem um nível de independência financeira, elas ainda nutram seus sonhos materiais como todas as outras fazem, mas à medida que esses sonhos são realizados, novos sonhos costumam deixar de ser o foco da atenção e, ainda sim, continuam acontecendo. Este é o grande ponto”, explica. 

Criando um processo virtuoso de enriquecimento

“A grande diferença das famílias que sabem construir riquezas é que, diferentemente daquelas que acumulam patrimônio somente com objetivo de segurança, elas estão em busca de realizar sonhos. Isso cria um processo virtuoso, em que cada sonho realizado gera uma motivação forte o suficiente para buscar o próximo. É exatamente isso que levará seus planos para o sucesso”, avalia Cerbasi.

Segundo o educador, atingir esse patamar é possível a partir de três técnicas: 

  1. Aprendizado; 
  2. Consolidação da renda;
  3. Motivação gerada pela conquista.

Vamos ver mais detalhes sobre elas agora:

3 técnicas de construção de riqueza e enriquecimento constante

Aprendizado ao longo do tempo

“Com o passar do tempo, a disciplina e a dedicação ao objetivo de construção de riquezas fazem surgir um aprendizado natural sobre o tema estudado.

Quando você começa a buscar seus sonhos, pode parecer praticamente impossível realizá-los, já que você não está acostumado a fazer planos para isso. 

Mas, à medida que se coloca os planos em prática, a realidade logo revela as transformações e você se vê capaz de fazer escolhas cada vez melhores para o uso do seu dinheiro”.

Consolidação da renda

“Quando uma família lança mão do seu plano, ainda está no início da vida profissional. Assim, é natural que seus ganhos não sejam tão vultosos e que suas escolhas sejam mais contidas e conservadoras, principalmente quando cresce o grau de responsabilidade com filhos. 

Mas, à medida que o tempo passa, a experiência dos pais aumenta, assim como a renda, que aliado ao aprendizado adquirido proporciona a essas famílias a capacidade de fazer melhores escolhas”.

Motivação gerada pela conquista

Se você já quitou um financiamento, seja de automóvel, ou de uma residência adquirida por meio de muito sacrifício, conhece a sensação indescritível de prazer gerada por esta conquista. 

É incrível o efeito multiplicador que isto é capaz de gerar. Quem consolida conquistas, leva para o lar uma energia, que motiva a família a fazer novos planos e novos sacrifícios para realizá-los. Chega-se à conclusão de que os projetos valem a pena.

Mas, não é só isso, essa mesma motivação, tão própria dos investidores de sucesso, acaba fazendo com que suas escolhas passem a ser cada vez menos pautadas na necessidade e mais pautadas na celebração em família.

Como conseguir atingir seus objetivos de construção de riqueza?

Depois de se dedicar à educação financeira é hora de investir e começar a construir riquezas. Mas, como é possível se preparar melhor para este momento?  

Para Denys Wiese, assessor, co-fundador da EQI Investimentos e Head de Renda Fixa, e Valter Manfro, sócio da EQI e Head de Produtos Estruturados, existem alguns fatores que atrapalham na formação do patrimônio a longo prazo e na conquista da independência financeira.

Entre eles, os assessores citam os sete principais:

7 fatores que atrapalham a construção de riqueza

  • Não ter uma reserva de oportunidade 

“Pense no seguinte cenário, quando a bolsa está cara, é um bom momento para vender e quando está barata é uma boa oportunidade para comprar. Muitas vezes, vai aparecer uma oportunidade e se você não tem o chamado ‘capital de oportunidade’ e a bolsa estiver em queda, por exemplo, o investidor que tiver uma grande exposição, pode ter que vender as ações no prejuízo ou escolher entre abrir mão da oportunidade. Por isso, é importante ter um capital reservado para ‘oportunidade’ e um para ‘emergência’. Isso impede que o investidor precise liquidar as ações em um momento ruim de venda”, comenta Valter Manfro.

“Para essa finalidade, aqui na EQI temos um fundo de 100% Renda Fixa, com aplicação mínima de R$ 100, com liquidez D+0 e rentabilidade de 106% do CDI”, comenta Wiese.

  • Ouvir os gurus do mercado e exagerar em renda variável 

“Eles aparecem em momento de alta e costumam dar ‘certezas’ sobre os rumos do mercado”.

Muitas vezes, induzem os ‘desavisados’ a comprarem ações não tão boas, entrando em maus negócios e colocando muito dinheiro em um ativo ruim.

Isso não significa que uma ação que caiu 70% não possa triplicar de preço. A grande questão é o excesso. A confiança que esses falsos gurus dão para o investidor exagerar a mão”, comentam os dois especialistas. 

A dica é respeitar a diversificação de ativos. “Já estou no mercado financeiro há 11 anos e já vi algumas crises acontecerem. E todos os anos, vemos pessoas comprando caro e vendendo barato (na bolsa). Esse comportamento faz parte da psicologia humana. Todo mundo que não tem experiência acaba cometendo esse erro. Por isso, gostamos sempre de dizer para o investidor não ‘pesar’ a mão em demasia na renda variável. Ela pode dar muito retorno, mas é bom deixar do tamanho certo.  Respeite sempre a diversificação de ativos”, comenta Valter Manfro. 

  • Não fazer aportes sucessivos e com disciplina 

“Existe uma grande diferença na construção de patrimônio entre um investidor que faz aportes e o que não faz. Imagine uma simulação de investimentos de R$ 100 mil, com aportes mensais de R$ 1.000, prazo de 360 meses e taxa de juros de 1% ao mês.

Nesse cenário, quando comparamos com um investidor que não faz aportes os resultados são bem diferentes. Sem aportes, é possível chegar a pouco mais de 3 milhões. Já com aportes o investidor pode alcançar mais de 7 milhões.

Mas, é importante ter disciplina, pois tudo pode parecer ser mais interessante do que fazer aportes. 

Dessa forma, é indicado procurar meios automáticos para isso, como débito automático ou Pix, explicam Manfro e Wiese.

O que é melhor para acumular riqueza: previdência privada ou fazer aportes mensais em ativos?

“Em termos de rendimentos, se você comprar bons papéis no mercado, terá maiores rendimentos que em uma previdência. Mas, nem sempre as pessoas conseguem ter disciplina para fazerem aportes. 

Então, nesses casos, se a pessoa está na fase de acumulação de recursos, costumo dizer que o melhor é fazer uma previdência ou algo automático, que não exija uma decisão”, comenta Denis Wiese.

“Eu tenho a minha previdência privada em débito em conta, que é compensada no mesmo dia que cai o meu salário. 

Por isso, eu não conto com 100% do meu salário, mas sim, com a parte que sobra depois do desconto da previdência”, exemplifica Walter Manfro.

  • Não se preparar para eventos de cauda 

“Os ‘eventos de cauda’ são aqueles com baixa probabilidade de ocorrer e alto impacto patrimonial. Por exemplo: falências, divórcios, doenças, morte de alguém que era responsável pelas finanças da casa. 

Aqui na EQI, temos uma área específica que cuida desses casos com o objetivo de precaver o investidor para esses eventos que dizimam o patrimônio durante a vida”, explica Wiese”. 

  • Não ter uma reserva de emergência 

A reserva de emergência pode dar mais segurança de atuação ao investidor. 

“Na EQI, o assessor consegue enxergar todo o patrimônio do investidor e, assim, dar melhores ideias. 

Por exemplo, aqui temos o CBD do Banco Pactual, com liquidez diária, aplicação mínima de R$ 10 mil e rentabilidade de 103% do CDI, que com a alta da Selic – que agora está em 10,75% – dá quase em 11% ao ano. 

Esse é um dos melhores investimentos do Brasil, embora existam CBDs com rentabilidade maior no mercado, mas sem liquidez diária. O fato de ter liquidez diária muda tudo”, explica Denis Wiese.

  • Não saber fazer o rebalanceamento da carteira 

“Com este objetivo, vamos pensar em um exemplo prático para a situação atual. Pense em um investidor que está em uma situação de grande exposição em renda variável.

Essa pessoa pode reduzir essa exposição quando a bolsa chegar a 116 mil pontos. Este marco é importante, pois passa a média de 200 períodos, que separa o mercado de alta do mercado de baixa e funciona como um suporte e uma resistência ao mesmo tempo. 

Nessa pontuação, se pode comprar o CDB de 1 ano, pagando 13%, o qual chegará no topo da bolsa. Essa é uma ideia interessante para que o investidor possa fazer o rebalanceamento”, comentam os especialistas da EQI.

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