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Como proteger seu dinheiro da inflação? Entenda aqui!

Como proteger seu dinheiro da inflação? Entenda aqui!

Entenda o que é a inflação, como ela afeta a vida das pessoas e como proteger os investimentos para manter o poder de compra do seu dinheiro.

Você sabe que a inflação afeta o consumo e a vida das pessoas, certo? O que você talvez não saiba é que, quando o assunto é investimento, a inflação pode ser uma aliada.

Por isso, nós vamos explicar, neste artigo, o que é a inflação, quais índices a medem aqui no Brasil e como proteger seu dinheiro da inflação.

Como proteger seu dinheiro da inflação. O que é a inflação, afinal?

Imagine que você foi ao supermercado e encontrou o preço do feijão mais caro do que no mês anterior. Isso não é necessariamente inflação, no entanto: pode ser apenas um reflexo da falta ou do excesso de chuva.

Inflação é o aumento geral e persistente dos preços de produtos e serviços. Ou seja, quando todos eles sobem de preço ao mesmo tempo, e por um longo período. Ela também pode ser ocasionada quando há um aumento de preço num produto essencial para a população, como por exemplo os combustíveis, que são de difícil substituição e pesam sobre o transporte dos produtos.

Uma forma simples de perceber a inflação é quando você vai a uma loja ou ao supermercado e vê que os preços dos produtos não são os mesmos que era praticados um ou dois anos atrás.

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O aumento no preço dos veículos exemplifica bem isso: no início de 2020 era possível comprar um carro popular por cerca de R$ 35 mil; hoje, ele custa em média R$ 60 mil.

Causas e consequências da inflação

Assim, o crescimento da inflação impacta diretamente na vida das pessoas, porque corrói o poder de compra, uma vez que desvaloriza a moeda, e gera empobrecimento. Isso tudo reduz o consumo e afeta as empresas, que passam a vender menos produtos e a faturar menos.

Com isso, as empresas deixam de investir em contratação de novos colaboradores e ampliação das fábricas, cancelando ou postergando investimentos e reduzindo a atividade econômica como um todo.

Alguns fatores econômicos também podem afetar os índices de inflação, como a variação na oferta e na demanda de produtos. Quando há aumento da demanda, o preço tende a sumir.

Por exemplo, no começo da pandemia de Covid-19, houve um aumento na demanda de álcool em gel, e isso fez com que o produto aumentasse muito de preço.

Ou seja, quando a procura por um produto ou serviço é maior que a sua oferta, é natural que o produto suba de preço. E aí, quando esse aumento acontece de forma gradual, com diversos produtos, ocorre o fenômeno da inflação generalizada.

Os índices de inflação no Brasil

A inflação tem um impacto direto na vida do consumidor, desde a alimentação básica até o preço dos imóveis. E é por isso que existem vários índices que medem a inflação no Brasil. Vamos ver quais são:

IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

É o principal dos índices, porque abrange 90% da população urbana do país. O IPCA mede a inflação de produtos e serviços consumidos pelas famílias, como habitação, vestuário, transporte, alimentação, saúde e educação. Ele é medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado)

Outro índice muito importante, é usado para medir a inflação da indústria e do comércio, ou seja, uma inflação de atacado, que tem impacto direto no reajuste de tarifas e de contratos de aluguel. É medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Como proteger seu dinheiro da inflação? Descubra

De uma forma geral, a inflação também reduz a rentabilidade real dos investimentos. Afinal, existe uma rentabilidade normal e a rentabilidade real, que é aquela que vem quando você desconta a inflação da sua rentabilidade.

Assim, se o investimento faz o seu dinheiro aumentar, mas a inflação faz diminuir o poder de compra, então você vai precisar de mais dinheiro no futuro para comprar a mesma coisa. Logo, se o seu rendimento nominal for igual à inflação do período, na prática seu dinheiro não está rendendo nada.

Então, e melhor você buscar investimentos que paguem a taxa de inflação, mais um adicional de juros, para que seu dinheiro não perca o poder de compra. É o que chamamos no mercado de “ganho real”.

Assim, uma forma de se proteger é investir em ativos que são atrelados à inflação, ou seja, investimentos em renda fixa, tais como:

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Por Elias Wiggers, assessor de wealth management.