O mercado de trabalho brasileiro teve a criação de 278.085 vagas de emprego foram no mês de setembro. Ao todo, foram 1.926.572 contratações e 1.648.487 desligamentos. Os dados fazem parte do Caged, o Cadastro Geral do Empregados e Desempregados, e foram divulgados na manhã desta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho.

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O número ficou acima das expectativas do mercado, que projetava a criação de 261 mil vagas. Também mostra uma leve desaceleração na criação de vagas, já que o saldo em agosto havia sido de 285 mil vagas. No ano, o saldo acumulado é de 2,1 milhões de vagas.
O setor de serviços apareceu com destaque positivo, com a criação de 122.562 vagas. Destas, cerca de 59 mil vieram do subsetor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.
Abaixo, o número de vagas criadas por setor da economia:
- Serviços: 122.562
- Comércio: 57.974
- Indústria geral: 56.909
- Construção: 31.166
- Agropecuária: 9.470

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Crescimento em todas as regiões, diz Caged
Os dados do Caged apontam saldo positivo nas cinco regiões do país, conforme os números abaixo.
- Sudeste – 108.219
- Nordeste – 86.658
- Sul – 38.179
- Centro-Oeste – 25.458
- Norte – 19.400
Ao todo, o país hoje registra 42,8 milhões de pessoas com empregos formais. O salário médio de admissão está em R$ 1.931,13, um decréscimo real de R$ 12,47 (0,64%) em relação ao número de agosto.
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Reformulado pelo governo federal em 2019, o Caged registra apenas as movimentações do mercado formal, informadas eletronicamente ao Ministério do Trabalho pelos empregadores.
Stephan F. Kautz, economista-chefe da EQI Asset, explica que os números vieram alinhados com o consenso de mercado e sinalizam uma desaceleração da economia e do crescimento no mercado de trabalho.
“Começam a aparecer os primeiros sinais de que talvez o mercado tenha chegado ao seu topo e feito os ajustes após a pandemia”, diz, destacando que o número de admissões vem desacelerando.
“Os próximos números devem mostrar essa estabilização. A economia segue crescendo, mas o ritmo do Caged vinha incompatível com o crescimento da economia”, complementa Kautz.
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