O Brasil teve saldo positivo de 159.454 empregos formais criados em outubro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho. No período, foram registrados 1.789.482 admissões e 1.630.008 demissões.

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No acumulado do ano de 2022, o saldo positivo é de 2.320.252 empregos, decorrente de 19.445.198 admissões e de 17.124.946 desligamentos, com números ajustados até outubro de 2022.
O estoque, que é a quantidade total de vínculos formais ativos, em outubro de 2022 contabilizou 42.998.607 vagas, o que representa uma variação positiva de 0,37% em relação ao estoque do mês anterior.
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Serviços puxam a criação de vagas
Os resultados mostram uma desaceleração no mercado de trabalho, já que, embora ainda positivo, o saldo ficou abaixo dos últimos meses e foi o segundo menor do ano, acima apenas das 96 mil vagas criadas em março.
O setor de serviços puxou a alta. Dos cinco setores avaliados, apenas a agropecuária teve saldo negativo, conforme abaixo:
- Serviços: 91.294 vagas
- Comércio: 49.356 vagas
- Indústria geral: 14.891 vagas
- Construção: 5.348 vagas
- Agropecuária: -1.435 vagas
Na divisão regional, as cinco regiões do Brasil apresentaram saldo positivo em outubro:
- Sudeste: +80.740 postos
- Nordeste: +32.223 postos
- Sul: +31.244 postos
- Centro-Oeste: +8.409 postos
- Norte: +7.266 postos
O salário médio de admissão em outubro foi de R$ 1.932,93, um decréscimo real de R$ 7,28 no salário médio de admissão, uma variação de -0,38%.
O Caged faz o registro dos empregos formais, por meio de informações enviadas pelas empresas por meio eletrônico ao Ministério do Trabalho.
O economista-chefe da EQI Asset, Stephan F. Kautz, explica que a desaceleração na abertura de vagas, embora os números tenham ficado abaixo das expectativas consensuais do mercado, mostra um processo natural diante do atual cenário macroeconômico.
“O pico, que foi a reabertura da economia após o fim da pandemia, já passou, e agora vemos um cenário mais estável assim como o PIB também deve ser mais fraco no quarto trimestre”, explica o analista. Ouça abaixo o comentário completo.
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