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BTG (BPAC11) analisa varejo e consumo e mostra as perspectivas do 2º semestre de 2022

BTG (BPAC11) analisa varejo e consumo e mostra as perspectivas do 2º semestre de 2022

Victor Meira

Victor Meira

14 Set 2022 às 14:27 · Última atualização: 14 Set 2022 · 7 min leitura

Victor Meira

14 Set 2022 às 14:27 · 7 min leitura
Última atualização: 14 Set 2022

Roupas penduradas no cabide e mesa

Pixabay

O setor varejista é um dos que mais sofre com as oscilações do mercado provocada pelo cenário macroeconômico dos últimos dois anos e meio. A pandemia de covid-19 afetou de forma violenta os modelos de negócios das empresas de varejo e consumo. Haja vista que a recuperação do setor vive em uma verdadeira montanha-russa desde 2020.

Diante disso, o BTG Pactual (BPAC11) divulgou o relatório “Varejo e Consumo: Guia do setor – O caminho para a recuperação no 2º semestre de 2022” em que faz uma análise sobre os rumos do setor varejista no segundo semestre de 2022, além de atualizar as recomendações de compra das empresas do varejo. 

Antes de apresentar o caminho da recuperação do setor, veja abaixo a lista de companhias com as recomendações e preço-alvo:

EmpresaRecomendaçãoPreço-alvo
Arezzo (ARZZ3)CompraR$ 125
Assaí (ASAI3) CompraR$ 25
CVC (CVCB3) NeutroR$ 13
C&A (CEAB3) CompraR$ 7
Dimed (PNVL3) CompraR$ 25
Espaço Laser (ESPA3) NeutroR$ 4
GPA (PCAR3) CompraR$ 39
Grupo Mateus (GMAT3) CompraR$ 11
Grupo SBF (SBFG3) CompraR$ 31
Grupo Soma (SOMA3) CompraR$ 19
Hypera Pharma (HYPE3) CompraR$ 48
Lojas Quero Quero (LJQQ3) CompraR$ 11
Lojas Renner (LREN3) CompraR$ 39
Natura (NTCO3) NeutroR$ 18
Positivo (POSI3) CompraR$ 17
Raia Drogasil (RADL3) CompraR$ 29
São Martinho (SMTO3) CompraR$ 27
Track & Field (TFCO4) CompraR$ 16

Varejo e consumo navegando em águas turbulentas

As medidas de distanciamento social para controlar o número de casos de covid-19 provocaram o fechamento temporário, embora longo, das lojas presenciais. Com isso, grande parte do setor sofreu com a queda do faturamento e muitas delas investiram forte em logística para melhorar o serviço de e-commerce. 

Para ampliar o consumo das famílias, houve uma redução forte nos juros e subsídios governamentais, como o pagamento do Auxílio Emergencial para as famílias de baixa renda e o Pronampe para as empresas não demitirem os colaboradores. Em vista disso, o setor de varejo e consumo conseguiu se recuperar com uma série de aumentos de capital.

Só que o segundo semestre de 2021 e primeiro de 2022 trouxeram um grande ponto de inflexão nos fundamentos macro, que pressionaram os resultados das companhias, fato que deve persistir nos próximos trimestres. 

“Neste relatório, revisamos nossas estimativas para 19 empresas em nosso universo de cobertura (já revisamos nossas estimativas para os oito players de e-commerce sob nossa cobertura em julho), aprofundando nos impactos mistos de custos de financiamento mais altos, reabertura econômica e tentativas das empresas de preservar margens e caixa”, informa o relatório do BTG Pactual. 

Perspectivas para o segundo semestre de 2022

Os analistas do banco de investimentos abrem este tópico com uma reflexão preocupante sobre o cenário global da economia. Com a demanda reprimida durante o período pandêmico, a inflação no mundo disparou. 

Os aumentos seguidos nos preços ao consumidor incentivaram respostas variadas dos bancos centrais com o aumento na taxa de juros, com destaque para Estados Unidos e Europa. O pano de fundo atual criou o dilema de controle da inflação contra o crescimento do PIB.

No final de fevereiro, a crise geopolítica entre Rússia e Ucrânia piorou o pessimismo do mercado com o avanço forte nos preços dos combustíveis e dos alimentos. 

O BTG prevê um ambiente de desaceleração da economia, que pode se tornar uma época de baixo crescimento e alta inflação. Logo, o risco de estagflação é considerável e deve atingir, sobretudo, as economias de média e baixa renda. 

Apesar dessa conjuntura, o segundo trimestre do setor varejista no Brasil foi considerado sólido para a maioria das empresas cobertas pelo BTG Pactual. Dito isso, os analistas esperam que o segundo semestre de 2022 ainda será impactado pelas perspectivas macroeconômicas desafiadoras. 

Portanto, os investidores devem ficar atentos para quatro variáveis:

  • maiores custos de captação ainda pressionando os resultados e as intenções de compra das famílias; 
  • inflação elevada, apesar de reduções recentes em alguns segmentos, com implicações negativas na renda disponível e nos custos operacionais (parcialmente compensados por iniciativas de otimização de custos); 
  • varejistas mais expostos a famílias de maior renda ainda apresentam números sólidos, apesar da desaceleração esperada; 
  • o impacto de transferências adicionais de renda na economia, potencialmente auxiliando empresas mais expostas a regiões de baixa renda.

Empresas ensaiam recuperação e menor aversão ao risco, mas os fundamentos ainda preocupam

O aumento nas taxas de juros nas principais economias do planeta é uma realidade. Com isso, as ações de crescimento sofreram devido a betas implícitos e custos de capital (CoE) mais altos. Além disso, um aumento da aversão ao risco ajudou na queda de, aproximadamente, R$ 150 bilhões no mercado de varejo nos últimos 12 meses.

Pensando nisso, o BTG Pactual solta a seguinte provocação: o fundo foi atingido?

“De fato, o mercado se recuperou nas últimas semanas, com os investidores acumulando ações como se o palco estivesse montado para uma nova fase de crescimento, reduzindo o CoE e assumindo que o pior já passou”, responde o relatório. 

Entretanto, ainda é preciso ter paciência, uma vez que as altas taxas de juros e a inflação podem ter um forte impacto no lado da demanda nos próximos trimestres. Caso o Federal Reseve (Fed) conseguir equilibrar a inflação e desacelerar a economia sem levar os Estados Unidos para a recessão, o cenário mais pessimista está perto do fim. 

Tendências do varejo nos próximos anos

A pandemia mudou as formas de fazer negócio no mundo. O setor de varejo, certamente, sofreu mudanças transformacionais, com a aceleração das plataformas digitais e omnichannel, além de iniciativas de redução de custos.

Em consequência disso, as varejistas criaram mecanismos de análises de dados para se conectar com os consumidores, oferecer serviços melhores e adicionar valor. Com base nisso, o BTG indica quatro tendências de longo prazo para certo varejista: 

  • o e-commerce continua sendo uma tese estrutural, ganhando participação sobre o varejo físico; 
  • grande espaço para expansão fora dos grandes centros urbanos (embora não sem riscos); 
  • as lojas físicas continuam desempenhando um papel fundamental no crescimento do setor (passando por ajustes); 
  • grandes players provavelmente ficando ainda maiores em um setor ainda fragmentado (uma tendência que se acelerou nos últimos trimestres em meio às perspectivas macro mais difíceis para players menores).

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