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Starbucks (SBUB34): BTG (BPAC11) vê potencial de valorização do BDR

Starbucks (SBUB34): BTG (BPAC11) vê potencial de valorização do BDR

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

20 Out 2021 às 16:00 · Última atualização: 20 Out 2021 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

20 Out 2021 às 16:00 · 6 min leitura
Última atualização: 20 Out 2021

A multinacional Starbucks (SBUB34) é uma das maiores cafeterias do mundo. Ela tem expandido os seus negócios e tem demonstrado muito potencial no mercado.

Em relatório, o analista Bernardo Carneiro, do BTG Pactual Digital (BPAC11), destacou que, em pouco mais de duas décadas, a Starbucks fez uma revolução no setor de cafeterias e lanchonetes nos Estados Unidos, inovando em produtos, serviços e construindo uma marca sólida, mundialmente conhecida.

“Ainda hoje, a Starbucks está em fase de expansão, tem uma forte cultura corporativa, bons indicadores de lucratividade e retorna bastante valor aos acionistas”, ele afirma.

Se você gosta da empresa, saiba que ela é listada na bolsa de valores americana Nasdaq. E o seu código por lá é o SBUX

Já no Brasil, é possível investir na Starbucks a partir da bolsa brasileira (B3), por meio dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs), que replicam as ações listadas na Nasdaq.

Saiba mais sobre a Starbucks neste artigo. 

A história da Starbucks (SBUB34)

A companhia americana é a maior rede de cafeterias do mundo, tendo sido fundada em 1971 por dois professores e um escritor, na cidade de Seattle, EUA. Atualmente possui mais de 33 mil lojas em 80 países, sendo quase metade nos EUA, emprega cerca de 330 mil pessoas e oferece 30 tipos de café, além de chás, cappuccinos, cafés f rios, sanduíches, saladas,
cereais, sucos etc.

A primeira loja da Starbucks não passava de um pequeno espaço no histórico mercado público Pike Place, de Seatlle. Ali, três apaixonados por café vendiam grãos torrados na hora de cafés de alta qualidade vindos do mundo todo. Eram eles os professores Zev Siegel e Jerry Baldwin, e o escritor Gordon Bowker.

Uma curiosidade: o nome da empresa foi inspirado pelo personagem Starbuck, do livro “Moby Dick”, do autor americano Herman Melville. A marca, uma sereia de duas caldas, remete ao livro e também ao mar de Seatlle.

Estratégia da Starbucks (SBUB34) durante a pandemia

Com a impossibilidade de os clientes se sentarem nas lojas para consumir, foram viabilizadas retiradas nas lojas e mais delivery, com amplo uso de aplicativos para a realização dos pedidos.

A Starbucks foi duramente afetada pela pandemia da Covid-19, faturando US$ 23,5 bilhões em 2020, uma queda de 11% em relação a 2019. No resultado mais recente, a companhia divulgou que boa parte da receita ainda vem de vendas por drive-thru, pedidos via celular para retiradas nas lojas ou compras para consumo em casa.

A vacinação em massa contra o Covid-19 e a reabertura das economias com a livre circulação das pessoas, bem como o retorno aos escritórios, estão normalizando suas operações. A companhia cresce a taxas significativas, expandindo sua rede em aproximadamente 100 novas lojas por mês. Neste ano, deverá expandir sua rede em 1.100 lojas (mais da metade na China), faturar mais de US$ 29 bilhões e ter um lucro líquido ao redor de US$ 3,8 bilhões, um salto de mais de 200% em relação a 2020.

Últimos resultados

No último trimestre, a receita líquida consolidada da Starbucks cresceu 78% a.a., sendo que o crescimento “mesmas lojas” (medindo apenas as lojas existentes há mais de um ano) foi de 73%. O destaque foi o crescimento nos EUA, de 10% sobre as vendas “mesmas lojas” de 2019, período anterior a pandemia, e com isso a diretoria aumentou a indicação de margem de lucro operacional em 2021 para 17% (anteriormente no intervalo de 15% a 16%), aumentando também a expectativa de lucro por ação, de US$2,65 a US$2,75 para o intervalo de US$ 2,97 a US$ 3,02.

O crescimento recente dos resultados se deve não só à uma base fraca de comparação (resultados ruins em 2020), mas
da conjunção de vários fatores: a normalização da economia global, a abertura de novas lojas e o fim dos lockdowns
implementados durante a pandemia, que afetaram o movimento nos restaurantes da rede.

No terceiro trimestre, a Starbucks inaugurou 352 lojas “líquidas” (considerando aberturas e fechamento de lojas), um
crescimento de 3% na rede, e as lojas situadas na China já superaram 5 mil unidades, sua maior operação depois dos
EUA.

A companhia encerrou seu ano fiscal de 2021 no final de setembro, e anunciará seus resultados anuais no dia 28 de
outubro. Com base nos últimos trimestres de resultados, o BTG acredita que a companhia divulgará um fluxo de caixa ao
acionista de quase US$5 bilhões, sendo que em 2019, antes da pandemia, gerou US$ 3,2 bilhões em free cash flow.

Distribuição de dividendos

A Starbucks tem sido bastante generosa com seus acionistas, distribuindo nos últimos três anos aproximadamente US$ 1,8 bilhão por ano em dividendos, e em 2019 recomprou US$ 10 bilhões em ações em circulação. Ou seja, ela retornou aos acionistas mais do que 11% do seu valor de mercado naquele ano.

No final de setembro de 2021, a companhia aumentou o valor dos dividendos trimestrais em 9%, para US$0,49 por ação, totalizando uma distribuição anual de US$1,96 (equivalente a R$11 por BDR, quase 2% ao ano de dividend yield).

A Starbucks começou a pagar dividendos em 2010 e aumentou o valor pago por ação todos os anos nos últimos onze anos.

Desempenho dos BDRs da Starbucks (SBUB34)

Os BDRs da Starbucks iniciaram o ano em R$ 544 e alcançaram R$ 637,81 na cotação de 20 de outubro. Ou seja, a valorização é de 17%. 

O BTG Pactual Digital vê uma boa oportunidade no papel. “O consenso de mercado, baseado nas projeções dos analistas da indústria, indica um retorno potencial de 16% em 12 meses, o que significa um preço-alvo ao redor de R$ 705 para o BDR. As ações da Starbucks na bolsa norte-americana negociam com um pequeno desconto em relação aos seus pares no setor, o que vemos como injustificado, tem em vista suas vantagens competitivas (maior poder de barganha, larga escala das operações, força da marca), boas práticas de governança corporativa e seu valor de mercado, muito superior ao das outras listadas naquela bolsa”, afirma o banco em relatório.

Starbucks

Reprodução/Google

Como investir nos BDRs da Starbucks?

Os investidores brasileiros podem ter acesso aos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts – da Starbucks.

Eles são ativos que representam ações de empresas estrangeiras.

Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior. E terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir na Starbucks?

Para adquirir BDRs da Starbucks, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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