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Banco Central Europeu sinaliza alta dos juros para julho

Banco Central Europeu sinaliza alta dos juros para julho

Redação EuQueroInvestir

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14 Mai 2022 às 13:19 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 4 min leitura

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14 Mai 2022 às 13:19 · 4 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Bandeira da União Europeia (UE)

Pixabay

Peter Kazimir, presidente da Eslováquia e dirigente do Banco Central Europeu (BCE), declarou, em sua conta no Twitter, que a autoridade monetária europeia está pronta para iniciar a alta das taxas de juros básicos no mês de julho. 

Na quarta-feira (11), Christine Lagarde, presidente do BCE, já havia dito sobre a possibilidade de a instituição iniciar a elevação dos juros no começo do próximo trimestre, após a conclusão do APP (programa de aquisição de ativos). 

A elevação dos juros tem por objetivo conter a inflação no continente, que registrou 7,4% no índice anual em março, o maior avanço registrado desde 1999, quando a Europa adotou o euro como moeda comum. Além disso, o indicador é muito superior à meta avaliada como ideal pelo BCE, que é de 2%. 

Entre os motivos que favoreceram a inflação na zona do euro, o aumento dos preços de energia, em decorrência da guerra na Ucrânia, é um dos fatores mais determinantes. No mês de março, os custos desse serviço apresentaram elevação de 44% em comparação ao mesmo período de 2021. 

Aumento da taxa de juros em um momento de desaceleração da economia

Segundo o último levantamento da Eurostat (Instituto de Estatísticas Europeu), divulgado no dia 4 deste mês, as vendas do setor de varejo registraram queda de 0,4% em março na zona do euro, o que revela uma redução da confiança dos consumidores e das empresas em geral. Além disso, os preços do petróleo dispararam nos últimos meses. 

Este cenário evidencia uma forte desaceleração da economia na região e, caso se prolongue por mais tempo, pode ocorrer uma estagnação no sistema econômico dos países europeus. 

Diante dessa conjuntura, grande parte do BCE defende a elevação da taxa de juros para conter os índices inflacionários. No entanto, caso essa medida demore para ser adotada, uma vez que o cenário as possibilidades para essa alternativa estão se esgotando, as chances de haver uma recessão são grandes. 

O impasse, porém, deve-se a algumas medidas adotadas pelos mercados, como a venda de títulos da Itália e da Grécia com mais velocidade do que os títulos de outros países membros. Entretanto, o “spread” dos rendimentos dos ativos italiano é o mais alto em dois anos, o que significa que a zona do euro não tem uma política monetária única. 

E isso favorece a especulação de que nem todos os países da zona do euro podem pagar o valor por integrarem o bloco, como destaca Geoffrey Smith, do Investing. 

Por esse motivo, alguns dirigentes da autoridade monetária europeia frisam sobre a necessidade de permanecer com a compra de títulos nas nações que são consideradas a “periferia” da região, mesmo com a elevação da taxa de juros. 

Alguns especialistas, contudo, afirmam que essas medidas juntas não são muito viáveis. O economista do Instituto Internacional de Finanças, Robin Brooks, publicou em seu Twitter que “não é possível elevar as taxas de juros – um aperto – e, simultaneamente, continuar com a QE – quantitative easing, afrouxamento – porque se está preocupado com os spreads da periferia”. 

Segundo ele, no momento, o banco deve optar pelo afrouxamento, uma vez que “se  a zona do euro entrar em recessão, isso torna os efeitos da segunda rodada muito menos prováveis, o que significa que a inflação não irá se generalizar como iria numa economia forte”. 

Aumento da taxa de juros no Brasil 

A sinalização do BCE para o aumento dos juros na zona do euro ocorre em meio a altas das taxas em diversos países do mundo. No último dia 4, o Fed (Federal Reserve) elevou os juros em 0,5%. Já o RBA (Banco de Reserva da Austrália) avançou sua taxa para 0,35%. Enquanto isso, no Brasil, a Selic atingiu 12,75% em maio.

No caso brasileiro, existe a possibilidade de o Banco Central continuar com o ciclo de elevações da taxa básica, uma vez que o governo federal adota uma série de medidas de estímulos para aquecer a economia, como a liberação do FGTS e redução do IPI. 

Como a subida dos juros e as políticas de incentivos são antagônicas, o BC terá dificuldades de controlar a inflação. 

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