Educação Financeira
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Alocação de ativos: qual a melhor estratégia para seu perfil?

Alocação de ativos: qual a melhor estratégia para seu perfil?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

11 Fev 2022 às 19:09 · Última atualização: 11 Fev 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

11 Fev 2022 às 19:09 · 6 min leitura
Última atualização: 11 Fev 2022

unicórnios

Reprodução/Pixabay

A alocação de ativos é importante para alcançar o equilíbrio de uma carteira de investimentos. Com a renda fixa em alta em 2022, é importante conhecer também outras possibilidades, pois nenhum portfólio deve aplicar em apenas um tipo de investimento.

Confira o artigo abaixo e fique por dentro das diferentes alocações existentes!

Porque é importante fazer alocação de ativos?

Foi-se o tempo em que era suficiente um patrimônio ficar alocado todo em apenas um título (e consequentemente em um mercado), como a aplicação em poupança ou em um único CDB.

Para ter o melhor desempenho possível, é preciso considerar uma distribuição de capital de modo inteligente. Para isso, diversos mercados precisam ser considerados.

Até mesmo pela oscilação que cada um deles apresenta, alocar o capital de forma variada garante um melhor desempenho, pois a alta de um mercado compensa a eventual baixa de outro.

Essa é a razão pela qual a diversificação é tão importante em uma carteira de investimentos. Para fazer isso da melhor forma possível, é preciso considerar também o perfil de risco do investidor.

Quais são as alternativas de investimentos em uma alocação de ativos?

Acompanhe os quatro grandes mercados nos quais se pode distribuir o capital de uma carteira de investimentos.

Renda fixa

A renda fixa normalmente faz parte de qualquer alocação, desde as mais conservadoras até as mais arrojadas.

A razão disso é porque os perfis com menos tolerância ao risco sentem-se mais à vontade com a previsibilidade de rendimentos.

Já as carteiras arrojadas precisam de um investimento que proporcione o controle do risco, já que nenhuma carteira é totalmente alocada em mercados de renda variável.

Nem que seja apenas a reserva de emergência, mas sempre haverá alguma parcela do capital em renda fixa.

Na situação atual, com a elevação da taxa Selic, esse é um mercado que se mostra bem interessante.

É representado por títulos como CDB, CRIs, CRAs, Títulos Públicos, debênturesdebêntures incentivadas e fundos de renda fixa que aplicam nesses papéis.

Renda variável

Carteiras com perfil de moderado a arrojado já consideram alocação em ativos de risco, ou seja, aqueles títulos que têm volatilidade embutida.

Estamos falando do mercado de renda variável, que apesar de ter seus altos e baixos, normalmente é o mercado que melhor remunera seus investidores no médio e longo prazo.

Existem muitos tipos de investimento nesse mercado e podemos citar alguns: ações de empresas de capital aberto, fundos imobiliários e ETFs, além de fundos de investimento que investem nesses ativos.

Enfim, há várias boas opções para compor um portfólio baseado no mercado de risco, sempre com um bom controle de exposição.

Multimercado

Os fundos multimercado constituem uma ótima opção de investimento na renda variável por serem veículos muito versáteis.

Eles têm liberdade de aplicar seus recursos em quaisquer mercados e, por isso, isentam o investidor de fazer complexas análises a fim de identificar os melhores papéis.

A razão disso é que esse tipo de investimento conta com equipes de gestão profissionais que se dedicam unicamente a fazer as melhores alocações possíveis.

Há fundos multimercado de todo nível de volatilidade. Alguns variam mais e outros menos.

Consequentemente, o retorno entre eles costuma acompanhar o nível de variação da cota: quanto mais risco, maiores as chances de obter altos retornos.

Investimentos no exterior

Por fim, temos a alocação internacional. É muito importante considerar ter parte do patrimônio alocado no exterior, principalmente em ativos dolarizados.

Esse tipo de raciocínio reduz o chamado “risco Brasil”, que (convenhamos) é bastante considerável, dado nosso risco político sempre presente.

Até mesmo por isso, anos como o atual de 2022 costumam trazer fortes oscilações nos mercados, já que ocorrerão eleições presidenciais.

Assim, é possível investir em ETFs internacionais, ações de empresas estrangeiras ou mesmo BDRs, além de fundos que possuem alocação voltada para outros países.

Como fazer a alocação de acordo com o perfil do investidor?

Acompanhe abaixo a recomendação da EQI Investimentos para distribuição de investimentos em 2022 segundo estratégia para cada perfil de investidor.

alocação de ativos

Reprodução/EQI

 

Estratégia conservadora

O perfil conservador é caracterizado por não ter (quase) nenhuma tolerância ao risco. A palavra quase deve estar presente porque não existe ativo 100% isento de risco.

Até mesmo os títulos públicos federais têm um risco associado (baixo, mas têm).

Ainda assim, é possível contar com a garantia do FGC (o Fundo Garantidor de Crédito) para várias papéis da renda fixa.

Sendo assim, a carteira de um perfil conservador concentra todo o seu patrimônio em ativos de renda fixa, sem alocação em outros tipos de mercado.

Estratégia moderada

Já o perfil moderado considera colocar risco em sua carteira. Claro, de modo bastante controlado, já que é necessário ter uma exposição racional com a intenção de obter mais retorno sem comprometer o capital investido.

Para isso, sua alocação considera todas as opções apresentadas anteriormente, com prevalência para a renda fixa que ocupa 60% de todo seu patrimônio.

A segunda grande alocação é feita nos dois outros mercados: a renda variável, levando 15% da alocação, e outros 15% aplicados em fundos multimercados.

Por último existe a alocação internacional. Nesse caso, o restante do capital deve ser empregado nesse mercado, que abocanha 10% de todo o recurso.

Estratégia sofisticada

Por fim, temos o perfil sofisticado. Dentre os três apresentados aqui, ele é o que aceita mais risco na carteira.

Para se ter uma ideia, metade de todo seu patrimônio está em mercados voláteis. Assim, sua alocação em renda fixa é exatamente a outra metade, ou seja, 50%.

A parcela aplicada em renda variável sobre bastante em relação ao perfil anterior. A carteira sofisticada tem nada menos que 25% alocado nesse tipo de mercado.

A segunda grande parcela em mercados de risco fica por conta da alocação internacional. Esse perfil investe 15% em ativos ligados ao exterior.

Por último, temos os fundos multimercados. Eles levam a menor parcela dessa alocação, correspondendo a 10% de todo o patrimônio investido.

Fazer uma boa alocação é essencial para o desempenho de uma carteira de investimentos. Considerando diferentes mercados, é possível ter uma distribuição inteligente que reflita os objetivos do investidor. Assim, aplicar nos mercados apresentados é uma ótima alternativa para alocar o capital investido.

Quer conhecer mais sobre alocação de ativos e investimentos? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para apresentar as aplicações disponíveis!

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias