O representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs tarifas adicionais de 25% sobre importações brasileiras, sob a Seção 301 da legislação comercial americana.
O BTG Pactual avaliou o impacto sobre Weg (WEGE3) e Embraer (EMBJ3), os principais exportadores de bens industriais para os EUA em sua cobertura. A análise é assinada pelos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim.
Weg com exposição nos motores de até 200 CV
Para a Weg, o impacto é classificado como levemente negativo. A principal rota de exportação do Brasil para os EUA é composta por motores elétricos de baixa voltagem com até 200 CV.
“O grosso da rota de exportação da Weg do Brasil para os EUA é composto por motores com menos de 200 CV — esses produtos devem enfrentar tarifas mais altas sob a Seção 301, pois hoje estão sujeitos a cerca de 10% sob a Seção 122, que expira em julho”, explicam Marquiori, Recchia e Alkmim.
Motores acima de 200 CV e alguns tipos de transformadores já estão cobertos pela Seção 232 e, portanto, não serão taxados adicionalmente. O grosso das exportações de transformadores também não é diretamente afetado, pois a rota principal passa pelo México.
A Weg já havia realocado parte relevante da capacidade produtiva voltada ao mercado americano para o México após o ambiente tarifário observado no ano passado, o que pode mitigar parte do impacto caso as medidas sejam implementadas.

Embraer isenta; tarifas seguem a zero para aviação
Para a Embraer, a leitura é direta.
“Tanto aeronaves civis quanto componentes de aviação estão incluídos na lista de exceções do USTR — a empresa permanece totalmente isenta, com tarifas a 0%”, afirmam os analistas.
A proposta ainda não é decisão final. Uma consulta pública está programada até 1º de julho, período em que a Weg pode buscar incluir seus produtos nas exceções.
“Essas discussões recorrentes sobre tarifas adicionam incerteza e, em nossa visão, ajudam a explicar parte do desempenho abaixo do esperado da Weg hoje”, concluem Marquiori, Recchia e Alkmim.






