A Copasa (CSMG3) entrou na Carteira Top Dividendos da XP para agosto, com participação de 7,5%. Para abrir espaço, a casa reduziu os pesos da Copel (CPLE3), de 15% para 10%, e da Caixa Seguridade (CXSE3), de 7,5% para 5%.
A XP atribuiu preço-alvo de R$ 88,32 e recomendação de compra para CSMG3. A avaliação positiva considera as perspectivas para a companhia após a entrada da Equatorial Energia (EQTL3) como acionista de referência.
A Copasa também apresenta um balanço enxuto e não possui, segundo a casa, restrições materiais para distribuir os resultados aos acionistas. A combinação poderá sustentar rendimentos atrativos com dividendos durante os próximos três a quatro anos.
“Estamos adicionando CSMG3 com um peso de 7,5%, pois estamos construtivos quanto à execução da empresa sob a gestão da EQTL como sua nova acionista de referência. Além disso, a companhia combina um balanço enxuto com nenhuma restrição material à distribuição de dividendos”, afirmam os analistas Fernando Ferreira, Raphael Figueredo e Caio Souza.
XP realiza ganhos em CXSE3 e CPLE3
A redução da Caixa Seguridade não representa uma mudança para uma visão negativa sobre a companhia. A XP manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20 para CXSE3, mas decidiu realizar parte dos ganhos após a valorização acumulada pela ação.
Desde a entrada na carteira, em março de 2025, Caixa Seguridade apresentou retorno de 46,8%. Somente em 2026, o avanço chegou a 25,9%, enquanto a valorização em julho foi de 2%.
“A companhia segue apresentando forte atividade comercial em seus principais segmentos, sinistralidade controlada e se beneficia de um resultado financeiro favorecido pelo patamar elevado de juros, o que sustenta um carrego atrativo. Todavia, o valuation já entrega menor conforto”, explica o relatório.
No caso da Copel, a XP também manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 19,87. A redução da participação ocorreu após CPLE3 acumular valorização de 25,4% desde sua inclusão na carteira, em dezembro de 2025.
A casa também passou a enxergar riscos de pressão sobre os preços da energia durante o segundo semestre. A expectativa de chuvas mais intensas no Sul com a chegada do El Niño poderá recuperar os reservatórios e reduzir os preços no mercado de curto prazo.
“Estamos reduzindo CPLE3 de 15% para 10%, realizando parte dos lucros após a ação apresentar retornos relevantes desde sua inclusão na carteira. Olhando à frente, esperamos preços de energia mais pressionados no segundo semestre de 2026”, destaca a XP.
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Após as alterações, Itaú Unibanco (ITUB4) permanece com o maior peso da carteira, de 15%. Axia Energia (AXIA3) e Vale (VALE3) aparecem em seguida, com participações de 12,5% cada.
Petrobras (PETR4), Copel e B3 ($B3SA3) possuem pesos de 10%. Allos (ALOS3) e Copasa representam 7,5% cada, enquanto PRIO (PRIO3), Telefônica Brasil (VIVT3) e Caixa Seguridade completam o portfólio com 5% cada.
Entre os papéis selecionados, apenas B3SA3 e VALE3 possuem recomendação neutra. As outras nove ações receberam indicação de compra da XP.
Em julho, a Carteira Top Dividendos avançou 2,1%, abaixo dos 3,5% registrados pelo Ibovespa. PRIO liderou os ganhos do portfólio, com alta de 15%, seguida por Petrobras, com 13,3%, e B3, com 7,6%.
Em uma simulação com aporte de R$ 10 mil, a carteira distribuiu R$ 726,29 em proventos nos últimos 12 meses. O resultado corresponde a um dividend yield realizado de 7,3%.
“Nesta carteira, recomendamos papéis de empresas que oferecem perspectiva de distribuição contínua de lucro aos acionistas e qualidade de gestão. Os investimentos com foco em dividendos podem ser interessantes para quem busca uma posição mais defensiva ou deseja receber pagamentos recorrentes”, afirma a XP.






