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Unipar tem alta sequencial de Ebitda no 2ºTRI, mas ações recuam 2,30%

Unipar tem alta sequencial de Ebitda no 2ºTRI, mas ações recuam 2,30%

O fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) recorrente foi positivo em cerca de R$ 170 milhões, equivalente a um retorno de 2,4%

A Unipar (UNIP6) divulgou nesta quinta-feira (6), após o fechamento do mercado, os resultados do segundo trimestre do ano. Apesar da melhora operacional na comparação com os três meses anteriores, os papéis UNIP6 recuavam 2,30% no pregão desta sexta-feira.

Segundo relatório da XP, a receita líquida da companhia somou R$ 1,5 bilhão no período, número em linha com as projeções da casa (2% acima do esperado). O Ebitda recorrente, de R$ 402 milhões, também ficou próximo do previsto pelos analistas (2% abaixo da estimativa), mas representou um salto de 177% frente ao primeiro trimestre, resultado do aumento nos volumes vendidos e da alta nos preços internacionais de soda cáustica e PVC — que compensaram o encarecimento do eteno e do gás natural, principais insumos da produção.

Já o lucro líquido, de R$ 123 milhões, veio 21% abaixo do estimado pela XP. O fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) recorrente foi positivo em cerca de R$ 170 milhões, equivalente a um retorno de 2,4%. Para o terceiro trimestre, a XP projeta recuo nos resultados, à medida que os ganhos recentes nos preços petroquímicos comecem a perder força.

Alavancagem estável e geração de caixa sólida

A relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos doze meses ficou praticamente estável, em 2,50 vezes, ante 2,58 vezes no trimestre anterior. A dívida líquida da Unipar recuou para R$ 2,3 bilhões, uma redução de R$ 78 milhões no intervalo de três meses. Descontado o consumo de capital de giro, de R$ 92 milhões, a XP estima um FCFE recorrente de R$ 170 milhões — equivalente a 2,4% do valor de mercado da companhia, ou 9,7% em base anualizada. A casa destaca que parte dessa geração de caixa foi resultado da redução de R$ 151 milhões nos investimentos (capex) do período.

A receita líquida de R$ 1,5 bilhão representou avanço de 22% em relação ao primeiro trimestre, puxado principalmente pelo aumento nos volumes vendidos e pela força dos preços internacionais. As vendas de cloro cresceram 19% e as de soda cáustica, 7%, na mesma base de comparação. Nas referências internacionais, os preços médios da soda cáustica subiram 26% e os do PVC, 53%. Em contrapartida, os volumes de PVC comercializados caíram 11%, reflexo da pressão exercida pelas importações do produto.

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A taxa média de utilização das plantas da Unipar avançou 8 pontos percentuais, para 81% no segundo trimestre. O movimento foi impulsionado principalmente pelo desempenho das unidades brasileiras, que subiram 12 pontos percentuais na comparação trimestral, em meio à normalização das operações da planta de Cubatão (SP) após a conclusão da modernização tecnológica iniciada em março. Na Argentina, a taxa de utilização ficou em 73%, estável tanto na comparação trimestral quanto anual, sustentada pela regularidade das operações no país.

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