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Volatilidade provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pode beneficiar a Prio

Volatilidade provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pode beneficiar a Prio

O fechamento do Estreito de Ormuz, região por onde passa um quinto de toda a produção do petróleo do mundo, pode impactar ações de empresas petroleiras

O fechamento do Estreito de Ormuz, região por onde passa um quinto de toda a produção do petróleo do mundo, pode impactar ações de empresas petroleiras como a Prio (PRIO3). De acordo com relatório do banco Inter (INBR32), embora existam declarações minimizando qualquer risco de fechamento do Estreito, qualquer aumento na tensão geopolítica pode devolver volatilidade ao petróleo, fator que tende a beneficiar empresas do setor, como a Prio.

“Nesta semana, voltam ao radar novas ameaças envolvendo Estados Unidos e Irã, além da possibilidade de novas discussões sobre um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz”, diz parte do relatório.

A Prio chega a uma região que considero bastante interessante do ponto de vista técnico. A correção observada desde o topo de 2 de abril de 2026 até o fundo de 1º de julho esteve diretamente relacionada ao movimento de queda do preço do petróleo ao longo de mais de 130 dias.

“Durante esse período, o mercado acompanhou uma alternância entre momentos de redução e intensificação das tensões no Oriente Médio, o que provocou oscilações relevantes na commodity”, completou o relatório.

Preços do petróleo perdem força

Os preços do petróleo perderam força ao longo da sessão desta terça-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que desistiu da proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzassem o Estreito de Ormuz sob proteção da Marinha norte-americana.

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Apesar da desaceleração, as cotações permaneceram em alta. O contrato do petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, avançava 1,82%, negociado a US$ 79,56 por barril. Já o Brent, referência internacional, subia 1,98%, para US$ 84,95 por barril.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que decidiu substituir a cobrança da taxa por acordos comerciais e de investimentos com os países do Golfo.

“Com base em conversas altamente produtivas com a liderança do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso dos Estados Unidos de 20% por acordos comerciais e de investimento que os diversos Estados do Golfo farão com os Estados Unidos”, escreveu.

Na segunda-feira, o presidente havia anunciado que os Estados Unidos cobrariam uma taxa equivalente a 20% do valor das cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz como compensação pelos custos de proteção oferecida pela Marinha norte-americana às embarcações que transitam pela região.

A proposta gerou repercussão porque contrariava a posição histórica dos Estados Unidos, que tradicionalmente se opõem à cobrança de pedágios para navegação no estreito. O Irã chegou a propor uma cobrança semelhante para garantir a passagem segura de navios, mas concordou em suspender a medida por 60 dias dentro de um acordo provisório firmado com Washington.

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência vinculada às Nações Unidas, considera ilegal a cobrança obrigatória de pedágios para o tráfego pelo Estreito de Ormuz.

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