As ações das gigantes das telecomunicações no Brasil tiveram quedas massivas após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. A Vivo ($VIVT3) caiu cerca de 16%, enquanto a Tim (TIMS3) despencou cerca de 17%. O Ibovespa, no mesmo perído, teve desvalorização de 5%.
Segundo um relatório da XP Investimentos lançado nessa última terça-feira, 18, o aumento de concorrência e a saída de capitais estrangeiros explicam a queda brusca de ambas as ações.
“O crescimento da receita de serviços da TIM desacelerou e ficou abaixo da inflação, enquanto a perda de assinantes gerou preocupações sobre sua perspectiva de curto prazo. No caso da Vivo, o desempenho operacional foi sólido, mas as expectativas para o 2º trimestre já estavam elevadas antes da divulgação dos resultados”, explicaram os analistas Bernardo Guttmann e Luís Chagas.
Provedores de internet com resultados razoáveis
Os ISPs conseguiram obter um resultado bom em comparação com os resultados das telecomunicações. A expansão móvel da Unifique (FIQE3) impulsionou o crescimento de receita, mas ao mesmo tempo as margens se mantiveram menores e o EBITDA mais fraco, caindo 9% após a divulgação dos resultados.
A ação da Brisanet (BRST3) subiu 6%. A empresa manteve as margens do trimestre praticamente estáveis, mesmo com os custos da expansão móvel da região Centro-Oeste e ainda conseguiu melhorar o endividamento líquido.
A desktop (DESK3) teve os melhores resultados, com uma operação de caixa melhor e a diminuição da divida líquida, a receita cresceu em 8% e o EBITDA cresceu 12%, durante a mesma época.
Setor de tecnologia em alta
A receita liquida da TOTVS (TOTS3) subiu 13,3% ao ano e o EBITDA subiu 32.6% ao ano, superando as expectativas.
“No entanto, o TOTS3 teve desempenho inferior ao índice desde o lançamento, impulsionado por saídas de capital estrangeiro e pelo sentimento negativo dos investidores em relação ao mercado brasileiro.”, segundo os analistas da XP.
Com um potencial de crescimento, a Bemobi (BMOB3), registrou um crescimento da receita de 29,8% ao ano e o EBITDA subiu 32,6% ao ano. Com um desempenho positivo de 3% após a divulgação dos resultados.
A Intelbras (INTB3), seguiu o mesmo caminho da Bemobi, com crescimento do lucro liquido de 5,2% e o EBITDA subiu 9,7%.
“O principal destaque foi a expansão da margem e o aumento do ROIC, o que gerou uma reação positiva do mercado no dia seguinte ao resultado e um desempenho superior ao índice desde então.”, afirmam os analistas.
Enquanto isso, a Positivo (POSI3) teve resultados mais homogêneos. A receita liquida cresceu 11,5% ao ano e o EBITDA cresceu 16,5% ao ano.
O trimestre LWSA (LWSA3), contou com uma geração de caixa forte e com o EBTIDA subindo 35% ao ano. E após a divulgação do balanços, a ação cresceu 8%.
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