O Banco do Brasil (BBAS3) informa que concluiu captação internacional sustentável de dívida sênior, do tipo nature bond, ou títulos sustentáveis, no montante de US$ 500 milhões, com vencimento em 23 de outubro de 2031, cupom de 5,625% a.a. e retorno final para o investidor de 5,875 % a.a.
A operação foi precificada em 16 de abril de 2026 e a liquidação financeira ocorreu em nesta quinta-feira (23). Segundo o banco, este é o primeiro nature bond benchmark size emitido por uma instituição financeira comercial no mundo, ampliando a presença do banco estatal em instrumentos financeiros alinhados à agenda socioambiental e climática.
Para onde irão os recursos?
De acordo com a instituição, os recursos da emissão serão direcionados a iniciativas de recuperação produtiva de áreas degradadas, promovendo a restauração do solo, o aumento da produtividade agrícola e a redução da pressão por abertura de novas áreas, com ênfase no cultivo de alimentos.
Esses investimentos combinam ganhos ambientais e econômicos ao transformar passivos ambientais em ativos produtivos, com impactos positivos sobre o clima, a biodiversidade e a geração de renda no campo, segundo informou o banco.
“Ao apoiar práticas sustentáveis, a emissão contribui para uma agricultura mais resiliente, eficiente e alinhada às metas de desenvolvimento sustentável”, diz trecho de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O agronegócio tem sido uma preocupação do banco. Relatório do BTG Pactual (BPAC11) aponta que o Banco do Brasil trabalha com a expectativa de uma inflexão relevante na qualidade da carteira do agronegócio a partir do segundo semestre de 2026, após um período de forte pressão observado ao longo de 2025. A sinalização foi reforçada pela CEO Tarciana Medeiros em entrevista recente, indicando que o pior momento do ciclo pode ter ficado para trás.
Segundo a análise, o principal ponto de atenção segue sendo o crédito rural, que ainda concentra os maiores riscos de deterioração. No entanto, a leitura da administração é de que o estresse é cíclico, e não estrutural, o que sustenta a visão de normalização gradual ao longo dos próximos trimestres.






