O Santander (SANB11) destacou sete pontos para o investidor ter no radar para o ano. No topo da lista está os bancos, que registraram o melhor desempenho no ano passado. E dentro desse segmento, o que mais se destaca é o Bradesco (BBDC4). Os analistas do Santander avaliaram que o BBDC oferece a melhor combinação geral dos sete fatores analisados.
“Acreditamos que a maioria – senão todos – os bancos brasileiros espera um soft landing, embora o debate entre soft landing vs. hard landing continue. Nós também nos inclinamos para um soft landing, o que significa que os bancos provavelmente conseguirão navegar esse ambiente de forma relativamente adequada. Essa premissa é central para nossa visão positiva sobre o setor”, diz trecho do relatório.
Para 2026, o Santander mantemos uma visão construtiva para os bancos brasileiros e, consequentemente, recomenda posição overweight em relação ao índice. Contudo, essa visão vem acompanhada de uma ressalva, que é a desaceleração econômica. Com a atividade desacelerando gradualmente, o emprego e o crescimento do crédito perdendo fôlego, o banco projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,2% em 2025 e desaceleração para 1,5% em 2026.
Bancos Brasileiros: guidances conservadores
Diante dessa esperada desaceleração, de forma geral, o Santander avaliou que os grandes bancos têm sido conservadores em seus guidances para crescimento da carteira de crédito em 2026, projetando expansão de 5% a 9%.
“É importante destacar que esse crescimento é impulsionado mais por uma base de comparação fácil (após um 2025 fraco) do que por uma aceleração efetiva da originação de crédito. Essa postura cautelosa reflete preocupações com o impacto de uma economia em desaceleração sobre a dinâmica do crédito. Com a taxa Selic em 15%, a pressão inevitavelmente surg irá em algum ponto, e mesmo a Selic média projetada de 13,3% em 2026 permanece em patamar elevado”, diz outro trecho do relatório.
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No contexto, o índice financeiro (IFNC B3, composto por aprox. 75% de bancos e 25% de instituições financeiras não bancárias) apresentou um desempenho sólido de 47% no ano passado , superando o Ibovespa em 13 p.p. O próprio Ibovespa também teve um bom desempenho, com retorno de 34% – quase o dobro da taxa Selic média, de 14,6%, segundo o documento.
“Esse desempenho reforça que, quando as condições do mercado acionário são favoráveis, bancos e instituições financeiras não bancárias tendem a ser a porta de entrada dos investidores. Isso se deve à combinação típica de alta liquidez, forte qualidade de gestão, valuations atrativos e um histórico comprovado de crescimento de lucros, manutenção de rentabilidade elevada (ou em recuperação) e dividend yield acima da média”, completa o Santander.
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