O Santander realizou mudanças na carteira recomendada de BDRs para junho, com destaque para a entrada do Uber ($U1BE34) e a saída da Visa (VISA34). O portfólio é voltado a investidores que desejam dolarizar parte dos investimentos e obter proteção contra o risco-país.
A Uber estreia na carteira sustentada por plataforma global presente em mais de 70 países, com mais de 40 milhões de viagens diárias divididas em mobilidade, entregas e frete.
A empresa também é vista como potencial beneficiária do desenvolvimento de veículos autônomos e elétricos, o que pode ampliar a disponibilidade de motoristas e elevar o take rate da plataforma no longo prazo.
Visa
A Visa deixa o portfólio apesar da visão positiva sobre os fundamentos da empresa. O Santander avalia que o cenário macroeconômico mais desafiador pode limitar o desempenho das ações no médio prazo.
A menor confiança do consumidor pode reduzir o consumo das famílias e afetar o volume de transações da Visa. Além disso, a possibilidade de alta de juros nas principais economias e a ausência de catalisadores além da Copa do Mundo pesaram na decisão de saída.
Resultados do Uber reforçam tese de entrada
No primeiro trimestre de 2026, o Uber registrou 199 milhões de usuários ativos mensais (+17% na comparação anual) e 3,6 bilhões de viagens (+20%).
As reservas brutas somaram US$ 53,7 bilhões (+25%), com receita de US$ 13,2 bilhões (+14%). O EBITDA ajustado foi de US$ 2,5 bilhões (+33%), com margem de 18,8%, avanço de 2,6 pontos percentuais.
O free cash flow encerrou o trimestre em US$ 2,3 bilhões. O segmento de frete segue com resultados negativos, mas sem comprometer a tese geral.

Microsoft ganha peso e Meta perde espaço
O Santander elevou o peso da Microsoft (MSFT34) de 6% para 7%. A Azure apresenta forte crescimento e o segmento de Intelligent Cloud registrou margem operacional de 40%, acima dos principais concorrentes. A expansão do capex para US$ 190 bilhões em 2026 tem sido acompanhada de resultados consistentes.
A Meta (M1TA34), por outro lado, teve seu peso reduzido de 7% para 6%. A empresa enfrentou dificuldades para expandir usuários ativos por restrições no Irã e na Rússia, e ainda não demonstrou conexão clara entre o aumento de capex — previsto entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026 — e a geração de resultados.
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