A Vale (VALE3) divulga seu relatório de produção e vendas do primeiro trimestre de 2024 nesta terça-feira (16), após o fechamento do mercado. Os dados são considerados uma prévia do balanço da companhia, que será divulgado em 24 de abril.
Em geral, as casas de análise não têm perspectivas otimistas para a companhia, e consideram que os resultados da Vale não devem ser gatilhos positivos para as ações.
O Itaú BBA avalia que o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Vale deverá cair 52% no trimestre, impulsionado por resultados mais fracos nas divisões de Ferrosos e Metais Básicos.
“Para a divisão Ferrosos, os resultados provavelmente serão prejudicados pelos preços mais baixos do minério de ferro e pelos volumes mais fracos”, projeta. O banco tem recomendação de compra para a empresa, com preço-alvo de US$ 14 para ADRs nos Estados Unidos.
O Goldman Sachs também projeta uma queda no Ebitda da companhia, em 50% na base trimestral, para US$ 3,4 bilhões. A estimativa fica abaixo do previsto pelo consenso de mercado, a US$ 4,1 bilhões. Isso porque os preços de referência de minério de ferro estão mais baixos, diante de preços de provisionamento no final do trimestre. Produção e vendas sazonalmente mais fracas também entram na conta do banco.
“Embora a visibilidade em torno do ruído político permaneça baixa, esperamos que a pressão sobre os preços do minério de ferro seja limitada a partir daqui”, reflete o Goldman Sachs.

Ações da Vale em 2024
No ano, as ações da Vale passam por um movimento de queda e recuam mais de 20% até esta terça-feira (16). Na sessão, os papéis caem cerca de 0,95% por volta das 14h30 (horário de Brasília). O Ibovespa também cai durante o pregão.
A queda nas ações da mineradora, segundo o Goldman Sachs, é pressionada pelos preços do minério de ferro e aumento dos ruídos políticos no Brasil. O processo de sucessão do CEO da companhia, o acordo final com a Samarco, a renovação da concessão ferroviária e a suspensão da licença de operação da mineração Onca Puma são alguns dos assuntos que vêm fazendo preço nos últimos meses.
Em fevereiro, a EQI Research retirou as ações da Vale de sua carteira recomendada. No mês seguinte, a casa reforçou que a decisão foi acertada, apesar de seu peso relevante no Ibovespa.
“No período considerado, VALE3 caiu 2,82%, reflexo da contínua preocupação (justificadíssima) dos investidores com o dinamismo da economia chinesa, quedas nos preços de minério de ferro e ruídos locais envolvendo a escolha do novo executivo-chefe”, comunicou.





