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Vale (VALE3) nega intimação do MPF em ação envolvendo a Samarco e pode pagar dividendos

Vale (VALE3) nega intimação do MPF em ação envolvendo a Samarco e pode pagar dividendos

A Vale (VALE3) negou uma intimação proveniente do Ministério Público Federal (MPF) em ação envolvendo a Samarco e pode pagar dividendos, segundo análise do JP Morgan. Em documento encaminhado ao mercado, a mineradora disse que não foi intimada sobre pedido feito pelo MPF e pelo governo do Espírito Santo para bloqueio de R$ 10 bilhões […]

A Vale (VALE3) negou uma intimação proveniente do Ministério Público Federal (MPF) em ação envolvendo a Samarco e pode pagar dividendos, segundo análise do JP Morgan.

Em documento encaminhado ao mercado, a mineradora disse que não foi intimada sobre pedido feito pelo MPF e pelo governo do Espírito Santo para bloqueio de R$ 10 bilhões direcionados às acionistas da Samarco, visando garantir recursos para a possível inclusão de determinados territórios no Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC). O posicionamento da Vale é uma resposta a notícias veiculadas pela imprensa.

Já o JPMorgan destacou, em relatório, que a companhia deverá pagar 19% em dividendos mesmo com queda do minério.

Para o banco de investimentos, mesmo com a desaceleração econômica na China, seu principal cliente, a mineradora deve seguir com dividendos robustos.

Já a expectativa é que o dividend yield (DY) possa fechar o ano de 2022 em 19% e 16% no ano de 2023.

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Imagem mostra uma placa da Vale em cenário de dejetos no interior de Minas Gerais.

Vale (VALE3) no Ibovespa

Ontem, a ação da Vale fechou em alta pela primeira vez na semana. Os papéis da mineradora encerraram o dia cotadas a R$ 68,34.

Os investidores têm um olho na companhia e o outro na China, visto que os picos de variantes de coronavírus por lá continuam fechando cidades e parando a operação de empresas.

Com isso, a Vale, cuja exportação em maior escala se dá para a região asiática, acaba sendo afetada por fatores alheios à sua própria operação.

Ainda assim, o cenário por lá está bem melhor do que um ano atrás, e os analistas dizem acreditar que a retomada da indústria chinesa possa ser retomada com mais ênfase em breve.

BTG recomenda compra

O relatório mais recente do BTG Pactual (BPAC11) em relação à Vale foi divulgado em 9 de setembro de 2022.

O banco de investimentos recomenda compra para a ação da mineradora, bem como preço-alvo em R$ 115,00.

Na visão dos analistas, considerando um EBITDA de US$ 4,5 bilhões e um múltiplo EV/EBITDA de 7x (hipotético), o negócio de Metais Básicos estaria avaliado em US$ 31,5 bilhões, com potencial de desbloquear ~US$ 15 bilhões em valor (25% do valor de mercado atual da Vale), dado o múltiplo implícito de 3,5x nas ações.

O BTG enxerga a divisão de Metais Básicos da Vale como um ativo único no mundo, pronto para alavancar as tendências de transição de energia e sendo amplamente desvalorizado pelo mercado neste momento.

Mercados de níquel

Ainda assim, segundo a própria mineradora, a demanda de níquel deve crescer para 6,2Mtpa até 2030 (de 4Mpta em 2021), o que será impulsionado principalmente pelo aumento da demanda por baterias, crescendo a um CAGR de 24% (CAGR total do mercado = 5%).

As vendas globais de EV surpreenderam positivamente e devem atingir 11 milhões de unidades em 2022 (5x mais que 2019) e 38 milhões de unidades até 2030 (~ 4x a partir de 2022E).

Do lado da oferta, a Indonésia é o país mais relevante em termos de reservas de recursos e produção, mas a Austrália e o Canadá também desempenharão um papel importante no cumprimento do mercado daqui para frente.

A Vale prevê um déficit relevante de 500-600ktpa nos mercados de níquel até 2030, já que não haverá oferta suficiente para atender toda a demanda do mercado de baterias.

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