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Vale: cobre e decreto das cavernas são linhas de crescimento, diz BTG

Vale: cobre e decreto das cavernas são linhas de crescimento, diz BTG

Distribuição de dividendos extraordinários depende do preço da commodity e de dívida líquida em US$ 15 bilhões, aponta o relatório

O BTG Pactual manteve a recomendação de compra para a Vale (VALE3) após um almoço com o diretor de relações com investidores da mineradora, no Rio de Janeiro. A tese seguiu intacta. Nada de novo saiu do encontro.

“O encontro reforçou nossa tese de que a história da Vale segue caminhando na direção certa, apoiada em entrega operacional sólida e alocação de capital disciplinada”, afirmou Leonardo Correa, analista do BTG Pactual.

O banco calcula que a ação negocia a 4,2 vezes o Ebitda projetado para 2027, com retorno de fluxo de caixa livre entre 8% e 9%. A companhia se diz confortável com os fundamentos do minério, mesmo com dados chineses mais fracos na margem.

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Minério perto de US$ 100 sustenta o caixa

“Modelamos o minério de ferro a US$ 97 por tonelada em 2027, com a curva em backwardation rumo ao nosso preço de longo prazo de US$ 85”, apontou Marcelo Arazi, analista do BTG Pactual.

Backwardation é o formato de curva em que os contratos futuros valem menos que o preço à vista, ou seja, o mercado projeta a commodity mais barata lá na frente do que hoje. No dividendo extra, a administração aponta a dívida líquida de US$ 15 bilhões como gatilho.

“Os dividendos extraordinários dependerão em boa parte do preço da commodity, e nossa impressão é que o minério precisa estar mais perto de US$ 100 por tonelada”, observou Rodrigo Gotardo, analista do BTG Pactual.

Cobre acelera e cavernas entram na conta

O cobre virou o motor de crescimento. A Vale antecipou Salobo e Bacaba e mira cerca de 700 mil toneladas anuais em 2035. A Vale Base Metals, braço de metais básicos, segue sem IPO à vista.

“A administração enxerga espaço de alta no plano de produção de 2035, e o principal gargalo continua sendo o licenciamento, não a operação”, escreveu Correa.

Um decreto sobre cavernas pode liberar até 30 milhões de toneladas por ano, sobretudo em Serra Norte, com efeito também sobre custos. Os benefícios apareceriam cerca de dois anos depois da aprovação.

“Esperamos que o Ebitda fique praticamente estável, perto de US$ 17 bilhões, com volumes maiores e custos menores compensando preços mais baixos”, projetou Arazi.