A Justiça suspendeu o bloqueio que havia sido imposto à Usiminas (USIM5) no valor de R$ 346 milhões.
Em nota encaminhada ao mercado, a companhia informou que o bloqueio anunciado esta semana pela Justiça não terá efeito material ou patrimonial sobre a companhia, embora a empresa diga que não concorde com a decisão judicial. Isso porque a empresa diz possuir em caixa algo em torno de R$ 4,9 bilhões.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decretou o bloqueio por conta de eventual emissão de poluentes sobre a cidade de Ipatinga e região. A empresa informou ainda que as alegações do Ministério Público mineiro encontram-se em estágio inicial, não tendo sequer começado a fase de especificação e produção de provas, segundo informou a companhia.
“A Usiminas também ressalta que já adotou diversas medidas voltadas à melhoria da qualidade do ar no munícipio de Ipatinga/MG e vem intensificando suas ações com foco no meio ambiente, tendo desembolsado cerca de R$ 2 bilhões nos últimos 5 (cinco) anos em ações relacionadas a melhorias em seus parâmetros ambientais”, disse a companhia, em esclarecimentos prestados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Bloqueio à Usiminas (USIM5) foi por conta de emissão de materiais poluentes
A Usiminas (USIM5) teve, a princípio, R$ 346 milhões bloqueados pela Justiça em Minas Gerais a título de reparação por conta de emissão de material poluente ocorrida em Ipatinga (MG). As emissões teriam ocasionado poluição ambiental.
A decisão segue um pedido do Ministério Público de Minas que entrou com uma ação civil pública contra a companhia siderúrgica em julho. Na decisão, tomada de forma liminar, a empresa estaria tendo condutas consideradas agressivas ao meio ambiente da região, com o lançamento de partículas sedimentares fora dos padrões definidos pela legislação ambiental vigente.
O texto da justiça cita que a empresa estaria praticando continuamente atos que seriam agressivos ao meio ambiente da região, atingindo não só a cidade de Ipatinga como também arredores. Com isso, os habitantes dessa região ficariam expostos a prejuízos de saúde, em um meio ambiente considerado “hostil”. Na ocasião, a Usiminas (USIM5) havia informado que recorreria da decisão.






