O UBS reduziu a projeção de crescimento da China por conta do setor imobiliário.
Para o banco de investimentos, o segmento deve reduzir a atividade e os investimentos, o que deve levar a um crescimento menor da economia chinesa neste ano e no próximo.
Em relatório encaminhado ao mercado, a instituição financeira reduziu a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto chinês deste ano de 5,2% para 4,8% e para o ano que vem, de 5,0% para 4,2%.
Também traz uma estimativa de redução de novas construções neste ano de 25% e de 5% a 10% em 2024, e uma queda de 10% nos investimentos no setor imobiliário neste ano.
E acrescenta que menor atividade no setor deve reduzir a demanda por bens industriais e investimentos na indústria, bem como limitar a o gasto dos governos locais e os investimentos em infraestrutura.
UBS: China
Ainda de acordo com o UBS, a fraqueza econômica resultante terá impacto na recuperação do mercado de trabalho e da renda dos consumidores, levando à desaceleração do crescimento do consumo.
O banco informa que como 60% ou mais da poupança dos consumidores estaria investida em ativos imobiliários, um enfraquecimento do setor também deve ter impacto no consumo via redução de riqueza.
Além disso, esses efeitos devem se prolongar para 2024, levando a uma redução dos investimentos imobiliários e no consumo.
O UBS espera também um enfraquecimento da moeda chinesa diante do dólar, pela desaceleração da economia da China acompanhada por uma alta dos juros americanos por um período mais prolongado.
O UBS reviu a projeção para o yuan, de 6,95 por dólar para 7,15 no fim deste ano, avaliando que Pequim não permitirá que a moeda vá muito além de 7,30 por dólar.
PBoC
Nesta data, mais cedo, o Banco do Povo da China (PBoC) reduziu a taxa básica de juros (LPR) do país de um ano de 3,55% para 3,45%.
A decisão veio abaixo do esperado pelo mercado, após o banco central ter cortado outras taxas na semana passada para conter a desaceleração da economia local.
A taxa para empréstimos de 5 anos foi mantida em 4,20%. Na semana passada, o PBoC cortou a taxa do mecanismo de empréstimo de médio prazo (MLF) de um ano em 1,5 ponto percentual, para 2,5% ao ano. O corte veio após dados mais baixos do que o esperado para a economia chinesa, que mostrou desaceleração em julho.
A MLF é utilizada para precificar a LPR. Para a reunião de política monetária desta segunda-feira (21), a expectativa era de um corte de mais de 1 ponto percentual.






