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Suzano tem lucro 64% menor no 2º tri e Ebitda ajustado de R$ 4,705 bi

Suzano tem lucro 64% menor no 2º tri e Ebitda ajustado de R$ 4,705 bi

Com dívida líquida de US$ 12,8 bilhões, a alavancagem em dólar subiu a 3,4 vezes, longe da meta de ficar abaixo de 2,5 vezes

A Suzano (SUZB3) fechou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,807 bilhão, queda de 64% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 4,705 bilhões, recuo de 23%.

A receita líquida caiu 13%, para R$ 11,590 bilhões, com 80% gerada no mercado externo. O volume de celulose vendido encolheu 11%, para 2.897 mil toneladas, puxado pela menor destinação de cargas à Ásia.

O preço líquido médio da celulose no mercado externo subiu 8%, a US$ 601 por tonelada. O ganho se perdeu na conversão para reais: o dólar médio do trimestre recuou 11%, para R$ 5,05.

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Custo caixa a R$ 843 por tonelada

Nos custos, a conta do conflito no Oriente Médio apareceu em gás natural, soda cáustica e dióxido de cloro. O custo caixa de produção sem paradas ficou em R$ 843 por tonelada, 5% acima do primeiro trimestre e três reais além do teto projetado em maio pela companhia.

No papel, segmento que reúne também os negócios de bens de consumo, o Ebitda ajustado caiu 27%, para R$ 521 milhões. O preço médio líquido cedeu 5%, a R$ 6.974 por tonelada, e a margem do segmento encolheu de 24% para 18%.

Alavancagem sobe e negócio com a Kimberly-Clark é concluído

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 10 milhões, contra ganho de R$ 4,425 bilhões um ano antes, quando o dólar de fechamento caiu bem mais. A dívida líquida recuou para US$ 12,8 bilhões, mas a alavancagem em dólar subiu para 3,4 vezes.

Em 1º de julho, já fora do trimestre, a Suzano concluiu a compra de 51% da joint venture de tissue formada com a Kimberly-Clark, por US$ 1,3 bilhão. O negócio traz 22 fábricas em 14 países e uma opção de compra sobre os 49% restantes.