A Americanas (AMER3) fechou o 2º trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 274 milhões, quase o triplo dos R$ 98 milhões de um ano antes. A receita líquida caiu 1,7%, para R$ 3,302 bilhões.
Boa parte da comparação vem do calendário. A Páscoa de 2026 empurrou parte das vendas para o primeiro trimestre, e a receita bruta do período recuou 1,5%, a R$ 3,950 bilhões.
Margem bruta menor e Ebitda 61% abaixo
O lucro bruto caiu 8,3%, para R$ 836 milhões, com margem de 25,3% ante 27,2%. O Ebitda encolheu 60,8% e ficou em R$ 107 milhões.

A contrapartida veio das despesas. O SG&A, sigla em inglês para despesas com vendas, gerais e administrativas, recuou 12,3%, para R$ 772 milhões, e passou a consumir 23,4% da receita líquida, contra 26,2%.
O Ebitda ajustado, que retira gastos com a recuperação judicial e investigações, somou R$ 145 milhões, queda de 51,5%. Sem os efeitos de arrendamento, ficou negativo em R$ 55 milhões, ante saldo positivo de R$ 90 milhões.
Semestre cresce e recuperação judicial perto do fim
Na leitura de seis meses, defendida pela companhia como a mais comparável, a receita bruta avançou 7,7%, para R$ 7,631 bilhões, e as vendas mesmas lojas subiram 9,3%. O prejuízo semestral, porém, ficou em R$ 603 milhões.
A dívida líquida chegou a R$ 1,0 bilhão, ante caixa líquido de R$ 488 milhões no fim de 2025. Ministério Público e administrador judicial já deram pareceres favoráveis ao encerramento da recuperação judicial, aberta em 2023.






