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Tenda deve liderar expansão de lucro e ROE no segundo trimestre, diz Safra

Tenda deve liderar expansão de lucro e ROE no segundo trimestre, diz Safra

Crescimento de vendas no segmento de baixa renda desacelerou para 2% no segundo trimestre, ante 14% no primeiro trimestre, pressionado por cautela inflacionária e sazonalidade

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 deve ser mais fraca para o setor de construtoras, segundo prévia do banco Safra.

O período foi marcado por preocupações inflacionárias, sazonalidade adversa e uma interrupção temporária na política de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal, que pressionou as vendas do programa Minha Casa Minha Vida em junho.

Apesar do cenário desafiador, a Tenda (TEND3) deve se destacar como a construtora de baixa renda com as maiores expansões de lucro por ação e ROE (Return on Equity) no trimestre.

“O segmento de baixa renda deve continuar entregando crescimento de lucro em dois dígitos, mas com ROEs mais baixos sequencialmente”, afirmam Rafael Rehder e Olavo Fleming, analistas do Safra.

Baixa renda desacelera, mas mantém crescimento

No segmento de baixa renda, o crescimento de vendas desacelerou para 2% anual no segundo trimestre, ante 14% no primeiro trimestre.

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O Safra projeta expansão agregada de receita de 22% anual — abaixo dos 27% do trimestre anterior —, com contração de 60 pontos-base na margem bruta anual, reflexo das provisões de orçamento mais conservadoras após a pressão nos custos de construção decorrente do conflito entre EUA e Irã.

No agregado, o banco espera crescimento de lucro de 14% anual, com queda média de 2,1 pontos percentuais no ROE.

A Tenda deve se sobressair com a melhor dinâmica de margens entre as pares. A Direcional (DIRR3) e a Cury (CURY3) também devem entregar crescimento robusto de lucro — de 17% e 14% anual, respectivamente —, mas com ROEs sequencialmente mais fracos.

Na contramão, a Plano & Plano (PLPL3) deve ver sua margem bruta recuar para apenas 27,1%, queda de 6,4 pontos percentuais anual, resultando em contração de 33% no lucro no período.

Média e alta renda com desempenho heterogêneo

No segmento de média e alta renda, o cenário é de maior dispersão, com alguns destaques positivos em meio a uma contração agregada de lucros. A MRV&Co (MRVE3) deve registrar prejuízo líquido consolidado de R$ 232 milhões, impactado pelas perdas contábeis decorrentes das vendas recentes da subsidiária Resia nos Estados Unidos.

“A MRV Brasil deve mostrar melhora sequencial, mas com lucro líquido modesto de R$ 88 milhões, ainda pressionado pela alta alavancagem da companhia”, destacam Rehder e Fleming.

O cenário reforça a leitura do Safra de que o segundo trimestre foi atípico para o setor, com fatores externos — como o conflito no Oriente Médio e mudanças nas políticas de crédito da Caixa — criando ruídos que não devem se repetir nos próximos trimestres.

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