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Taesa prepara virada na dívida para o restante do ano

Taesa prepara virada na dívida para o restante do ano

O lucro regulatório apresentou forte alta na comparação anual, beneficiado tanto pelo desempenho operacional quanto por uma melhora no resultado financeiro

A Taesa (TAEE11) encerrou 2025 com um desempenho operacional robusto, marcado por crescimento de receita e avanço consistente do Ebitda regulatório. O indicador atingiu o maior nível da história da companhia no acumulado do ano, somando R$ 2,1 bilhões, refletindo a entrada em operação de novos projetos e ganhos de eficiência, de acordo com avaliação do relatório do BB Investimentos.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo início das operações de empreendimentos como Pitiguari, além de reforços e melhorias em ativos como Novatrans e TSN. A atualização inflacionária da RAP e a redução da parcela variável também contribuíram para sustentar a expansão da receita, enquanto o controle de custos reforçou a melhora da rentabilidade.

No campo financeiro, o lucro regulatório apresentou forte alta na comparação anual, beneficiado tanto pelo desempenho operacional quanto por uma melhora no resultado financeiro. Mesmo com o CDI ainda elevado pressionando o custo da dívida, a companhia conseguiu ampliar seus resultados.

Os investimentos totalizaram R$ 1,8 bilhão em 2025, o maior volume já registrado pela empresa em um único ano. Nos últimos cinco anos, os aportes somam R$ 6,3 bilhões, direcionados tanto à expansão quanto a projetos de reforços e melhorias. Entre os destaques estão iniciativas como Pitiguari — cuja operação foi antecipada em dois anos — além de Saíra, Tangará, Ananaí e Juruá, ainda em desenvolvimento.

Alavancagem sob controle

Apesar do ciclo intenso de investimentos, a Taesa manteve sua alavancagem estável em 4,7x Dívida Líquida/Ebitda ao final de 2025, em linha com o observado no ano anterior. Ao longo do período, a companhia realizou seis emissões de debêntures, estratégia que permitiu alongar o prazo médio da dívida de 4,7 para 5,5 anos, com custo médio de IPCA + 5,34%.

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A expectativa da administração, segundo o relatório, é que a alavancagem inicie uma trajetória de queda a partir de 2026, à medida que os projetos em andamento entrem em operação, especialmente a partir do primeiro semestre.

Na avaliação do BB Investimentos, os resultados confirmam a boa execução da companhia. A combinação de crescimento da receita, disciplina de custos e forte geração de caixa deve sustentar a política de remuneração ao acionista, com payout de 100%, ao mesmo tempo em que permite uma desalavancagem gradual.

Nesse cenário, a alavancagem pode recuar para níveis abaixo de 3,0x até o final de 2028, considerando a ausência de novos projetos relevantes no período, consolidando um ciclo de expansão seguido por maior eficiência financeira.

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