A Taesa (TAEE11) divulgou seus resultados referentes ao quarto trimestre do ano passado e os dados registrados foram considerados robustos pelo banco BTG Pactual (BPAC11), com o lucro líquido regulatório acima do esperado pela instituição financeira. O crescimento reflete a energização de Pitiguari e os reforços em outros empreendimentos como o Novatrans, além dos reajustes da receita anual permitida (RAP) atrelados à inflação, parcialmente compensados pela deflação nas RAPs indexadas ao IGP-M.
“Após resultado de equivalência patrimonial de R$ 112 milhões (ante estimativa do BTG de R$ 95 milhões), despesas financeiras líquidas em linha de R$ 239 milhões (vs. R$ 240 milhões do BTG) e um resultado positivo de imposto de renda de R$ 47 milhões (vs. R$ 30 milhões do BTG), impulsionado por créditos tributários, o lucro líquido regulatório alcançou R$ 313 milhões, superando nossa estimativa de R$ 287 milhões”, diz trecho do relatório BTG.
Com relação à alavancagem, este item permaneceu estável na comparação trimestral, em 4,7x na relação dívida líquida/EBITDA. Em conjunto com os resultados, a Taesa anunciou R$ 313 milhões em dividendos, o que implica um dividend yield de 2,1% ou payout de 100% sobre o lucro líquido regulatório do quarto trimestre do ano passado. No acumulado de 2025, os dividendos totalizaram R$ 1,124 bilhão, equivalente a um dividend yield de 7,7%.
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Despesas operacionais
As despesas operacionais totais (opex) somaram R$ 119 milhões, ou R$ 107 milhões quando ajustadas por itens não recorrentes (ante estimativa do BTG de R$ 109 milhões), em sua maioria relacionados a serviços de consultoria.
Em base recorrente, as despesas operacionais recuaram 3,7% na comparação anual, abaixo da inflação de 4,2% registrada em 2025, impulsionado por menores contingências e despesas com inadimplência. Como resultado, o EBITDA ajustado atingiu R$ 537 milhões, em linha com a estimativa BTG, que era de R$ 532 milhões, e com avanço de 12% na base anual.






