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Klabin mantém selo máximo da Moody’s, que aposta em desalavancagem

Klabin mantém selo máximo da Moody’s, que aposta em desalavancagem

A Moody’s destacou que a manutenção da nota máxima reflete, principalmente, o sólido perfil de negócios da Klabin

As medidas adotadas pela Klabin (KLBN11) para controlar sua alavancagem foram um dos pontos centrais na decisão da Moody’s de reafirmar o rating AAA.br da companhia. Segundo a agência, embora o nível de endividamento ainda esteja pressionado após um ciclo robusto de investimentos, a postura mais cautelosa recente, aliada à forte liquidez e ampla base de ativos, funciona como fator mitigador relevante. A expectativa é de um processo gradual de desalavancagem nos próximos anos.

A Moody’s destacou que a manutenção da nota máxima reflete, principalmente, o sólido perfil de negócios da Klabin, sustentado por sua escala robusta, liderança no mercado brasileiro de papéis e embalagens e forte diversificação operacional. A companhia também teve reafirmado o rating AAA.br de sua 14ª emissão de debêntures, com perspectiva estável.

De acordo com a agência, a Klabin combina um modelo de negócios verticalizado com custos competitivos e flexibilidade para ajustar o mix de produção conforme as condições de mercado. Essa estrutura permite à empresa preservar margens elevadas mesmo em cenários desafiadores. Em 2025, a companhia registrou margem EBITDA ajustada de 40,1%, em linha com sua média histórica.

Apesar desses pontos positivos, a Moody’s pondera que parte relevante da geração de caixa ainda está exposta à volatilidade do mercado de celulose, que respondeu por 36% do EBITDA em 2025. O segmento enfrentou pressão nos preços, com queda de 16% na fibra curta, impactada por excesso de oferta global, desaceleração da economia chinesa e tensões comerciais internacionais.

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Desempenho resiliente

Por outro lado, os segmentos de papéis e embalagens apresentaram desempenho mais resiliente, com crescimento de preços e volumes, impulsionados por demanda consistente, especialmente da indústria de alimentos. Essa diversificação contribui para maior estabilidade operacional e reforça o perfil defensivo da companhia.

Para frente, a expectativa da Moody’s é de melhora gradual nos preços da celulose e continuidade do bom desempenho nos demais segmentos. Além disso, a redução prevista no ritmo de investimentos a partir de 2027 deve favorecer a geração de caixa livre e acelerar o processo de desalavancagem, reforçando a manutenção do rating elevado.