Embora o banco Safra tenha uma recomendação neutra para Stone (STOC31), a ação da empresa de máquinas de pagamentos com cartões está com ações baratas demais para serem ignoradas pelos investidores já que são negociadas a preço sobre lucro (P/L) de 5,4x e yield de 27%.
Segundo o relatório do banco, o valuation é inegavelmente atrativo, e o yield de 27% traz assimetria positiva. Ainda assim, persistem riscos, como ciclo de cortes menos profundo que podem pesar no crédito; possibilidade de o TPV seguir fraco por mais tempo; e a transição para plataforma financeira mais ampla ainda em construção.
“A Stone não é consenso de compra, e não estamos tornando-a uma. Nossa recomendação Neutra reflete preocupações reais: desaceleração do TPV, guidance de LPA 2026–27 decepcionante e maior competição no segmento MSMB. Mas o valuation caiu a níveis difíceis de justificar mesmo em cenário conservador”, salientou o Safra.
Mais barata que Banco do Brasil
Já o BTG Pactual (BPAC11) enxerga a Stone como sendo negociado mais barata do que o Banco do Brasil (BBAS3) e, ao contrário do Safra, recomenda compra para STOC31.
A comparação chama atenção especialmente pelo desempenho recente das ações. Enquanto os papéis do Banco do Brasil acumulam alta de cerca de 16% no ano, as ações da Stone registram queda próxima de 10% no mesmo período, o que acabou reduzindo significativamente o preço relativo da fintech em relação ao banco estatal.
Atualmente, o Banco do Brasil negocia a aproximadamente seis vezes o lucro projetado para 2026, dentro da faixa média de suas próprias projeções de resultados. Além disso, o banco apresenta retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 12,3% e um dividend yield — indicador que mede o retorno anual em dividendos em relação ao preço da ação — em torno de 4,5%.
Já a Stone, segundo o BTG, apresenta números mais elevados em alguns desses indicadores. A empresa tem um retorno sobre patrimônio de cerca de 26%, mais que o dobro do registrado pelo Banco do Brasil. Ao mesmo tempo, suas ações são negociadas a aproximadamente 5,9 vezes o lucro estimado para 2026, ou seja, um múltiplo ligeiramente inferior ao do banco.






