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S&P rebaixa rating da Azul para CCC- e alerta para risco elevado de default

S&P rebaixa rating da Azul para CCC- e alerta para risco elevado de default

A S&P rebaixou a nota de crédito da AZUL4 para CCC- devido a liquidez crítica e aumento no risco de inadimplência

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou a nota de crédito da Azul (AZUL4) para CCC-, com perspectiva negativa, apontando um cenário de liquidez crítica e aumento no risco de inadimplência nos próximos meses.

Segundo o relatório, a companhia aérea brasileira encerrou o primeiro trimestre de 2025 com apenas R$ 655 milhões em caixa e investimentos líquidos. Apesar de ter captado R$ 600 milhões adicionais em um financiamento-ponte com vencimento em 120 dias, as obrigações financeiras no curto prazo ainda preocupam os analistas.

A S&P estima que, embora os vencimentos de dívida totalizem R$ 730 milhões no período de 12 meses, as despesas operacionais, pagamentos de leasing, juros, capital de giro e investimentos somam entre R$ 7,4 bilhões e R$ 7,8 bilhões. A agência também destacou o consumo de caixa de R$ 750 milhões no primeiro trimestre, além de um déficit de R$ 313 milhões no fluxo de caixa operacional, pressionado por juros e custos de reestruturação.

Resultados da Azul (AZUL4) frustram

De acordo com o relatório, os resultados do início do ano frustraram as expectativas, impactados pela desvalorização do real e pela alta dos combustíveis. Ainda assim, a S&P projeta um cenário mais positivo para o restante de 2025, com recuperação na demanda e avanço do EBITDA para cerca de R$ 6,8 bilhões — ante R$ 5,9 bilhões em 2024. Mesmo assim, o fluxo de caixa livre após leasing deve seguir negativo entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão.

A Azul tenta agora negociar novo financiamento de até R$ 2 bilhões com garantia do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que pode servir como alívio de curto prazo e abrir espaço para futuras negociações com credores.

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Contudo, a S&P alerta que uma nova reestruturação ou a incapacidade de pagar obrigações poderá resultar em novo rebaixamento, incluindo a classificação como default. Para que o cenário mude, a agência afirma que será necessário ver uma melhora significativa na geração de caixa e no acesso a fontes de financiamento.